Principal nome da vela brasileira, Robert Scheidt foi apenas o sétimo colocado no primeiro dia de regatas da classe Laser no Aquece Rio, competição de vela disputada na Baía de Guanabara e que é oficialmente o primeiro evento-teste para os Jogos Olímpicos de 2016. Duas largadas estavam previstas para a segunda-feira, mas foram canceladas pela falta de ventos. Por isso, três foram realizadas nesta terça.

Na Laser, assim como na 470 e na Laser Radial, os barcos velejaram nas raias de fora da baía e sofreram com as ondas. Scheidt fez um oitavo, um quarto e um sexto lugares, somando 10 pontos perdidos depois do primeiro descarte. O líder é o australiano Tom Burton, que tem um primeiro e dois segundos lugares.

“Foi uma disputa muito dura, fisicamente desgastante. Apesar do vento não muito forte, o mar estava bem mexido. Não velejei tão mal, mas também não fui excepcionalmente bem. Tive pequenos erros nas largadas, e fui me recuperando ao longo das regatas”, avalia Scheidt.

Na 49er FX, Martine Grael, filha de Torben, estreou muito bem, com duas vitórias e dois segundos lugares nas quatro regatas disputadas ao lado da proeira Kahena Kunze. Na Finn, Jorge Zarif é o quinto colocado.

FALHAS – O Comitê Rio informou já ter detectado algumas falhas – não explicitou quais -, mas, segundo o diretor de Esportes da entidade, Rodrigo Garcia, isso faz parte do processo. “É ótimo que encontremos agora porque assim podemos corrigi-las para os Jogos”.

O dirigente negou que os problemas tenham ligação com a qualidade da água. “Há atletas que estão treinando aqui há um ano e eles dizem que a qualidade da água já melhorou”. Garcia recorreu aos números para tentar demonstrar evolução nas condições gerais da baía. “A meta até os Jogos é ter 80% do esgoto tratado. Hoje está em torno de 41%, 42%”.