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De Letra

Saulo teve preocupações constantes com lesões

  • Por Redação

Tem destas e de outras coisas que impedem que uma fórmula que parece certeira não emplaque. Uma das mais temíveis pragas para complicar a carreira dos jogadores são as lesões, principalmente as duradouras. “Eu fui contratado pelo Atlético Mineiro em 1988 depois de três anos no Valeriodoce de Itabira, onde eu estava estourando de fazer gols. Quem pediu a minha contratação foi o Telê Santana. Cheguei para ser o dono da camisa 9. Joguei alguns amistosos, fiz muitos gols, começou o campeonato e logo no início da temporada eu tive um problema no púbis. Aquele tempo os jogadores tinham muito este tipo de problema. E aí fiquei sem jogar uns oito meses”, conta Saulo.

Então, para suprir a carência, o Atlético-MG contratou o atacante Gerson que estourou e virou artilheiro do Campeonato Mineiro de 1989 com 19 gols. E quando Saulo se recuperou teve que esperar no banco a boa fase de Gerson acabar. “Como ela não acabava e eu queria jogar eu pedi para ser vendido”, diz ele. E foi assim que ele veio parar na Vila Capanema. “E no Paraná Clube eu tive mais sorte”, diz ele. Por isso o ex-atacante adota a seguinte máxima: “Jogador que acredita em seu futebol, não precisa ter medo de arriscar. Sempre tem uma porta aberta em outro lugar. É só pensar positivo e ir embora. Ele tem que ter atitude e personalidade”, diz ele.

Mas é preciso também de um pouco de sorte. No segundo semestre de 1996, Saulo estava no Grêmio, fez gols decisivos. “Joguei umas dez partidas e fiz uns sete gols”, diz ele. O técnico era Luiz Felipe Scolari. “Mas aí começaram os meus problemas na coluna. Que só pararam quando eu operei em Minas Gerais com o Dr. Neylor Lasmar, que era da Seleção Brasileira e que operou o Zico”, diz Saulo. Quando começaram as dores na coluna, jogar futebol passou a ser doloroso. Ele ainda passou por Santa Cruz, Vitória e até andou batendo uma bola no XV de Piracicaba no começo de 1998. Mas não dava mais e então ele pendurou as chuteiras.

Depois da operação tudo mudou. As dores passaram, mas as chuteiras já estavam penduradas. Com apenas 29 anos. “Não fossem os problemas na coluna, eu poderia tranquilo chegar aos 35 anos jogando bola e fazendo gols”, diz ele. Um fim precoce como jogador. Mas como diz o próprio Saulo: “Coisas do futebol”.

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