São Paulo – O reencontro da torcida são-paulina com a Copa Libertadores da América, hoje, às 21h45 contra o Cienciano, do Peru, no Morumbi, tem tudo para ser perfeito. Ou quase tudo: apenas pouco mais de 18 mil ingressos foram vendidos antecipadamente.

Pela primeira vez no ano, o técnico Muricy Ramalho poderá escalar a força máxima do São Paulo. Oportunidade que só surgiu depois de muita espera (14 jogos), algumas contusões, suspensões e brigas judiciais. ?Nós temos uma base, uma espinha dorsal, principalmente o meio, que pude repetir. Isso foi importante. E lógico que agora tenho todo mundo, mas já vinha com uma base boa?, ressaltou o treinador.

O último treino antes do jogo serviu para que Muricy Ramalho acabasse, de vez, com a última dúvida que ainda carregava. O zagueiro Fabão, que ficou fora dos últimos cinco jogos em razão de uma contusão nas costas, está recuperado e volta à equipe, ao lado de Lugano e André Dias.

Análise de Muricy: ?Ele e o Lugano já são titulares desde o ano passado. Eles têm a cara da Libertadores, ainda mais em um jogo de muita pegada, em que o cabeceio é importante. Ainda mais porque o Cienciano tem o Roberto Silva, um atacante grande e que cabeceia muito bem. Isso ficou claro no jogo contra o Chivas, lá em Cuzco.?

No entanto, a maior aposta do técnico tricolor está lá na frente. Apesar de o garoto Thiago já ter conquistado grande parte da torcida, o técnico já avisou que a dupla titular será Alex Dias e Aloísio. O grandalhão ex-jogador do Atlético-PR, liberado pela Justiça para jogar pelo São Paulo, no mínimo até julho, é considerado indispensável, principalmente pelo estilo de jogo.

?Em Libertadores, eu preciso de um jogador de choque. E como a equipe peruana joga com uma linha de quatro zagueiros, eu uso o Aloísio no meio deles para segurá-los um pouco mais. Assim, o Alex (Dias) tem mais liberdade para chegar pelos lados?, explica o treinador.

Além dos dois atacantes, Muricy também quer muita movimentação de Danilo. Os três estão liberados a trocar de posições, tudo para confundir o sistema de marcação do Cienciano. ?Temos que acelerar. Provavelmente, o adversário fará de tudo para segurar o jogo, e isso não interessa para nós?, complementa Muricy.