São Paulo tenta manter rotina em La Paz

La Paz – Estréia em uma nova competição, a Copa Libertadores, mais importante torneio sul-americano de clubes. Na altitude de La Paz (3.600 metros acima do nível do mar), na Bolívia. Uma nova bola, mais lisa e mais leve. Enfim, tudo diferente. Menos para o São Paulo, que enfrenta o The Strongest hoje, às 19h15 (horário de Brasília), no Estádio Hernando Silas.

A ordem do técnico Émerson Leão para o time é simples: não sair da rotina de vitórias que vem marcando sua irrepreensível campanha no campeonato paulista de 2005. O tricolor é o líder isolado com 28 pontos ganhos, tendo obtido nove vitórias e apenas um empate em 10 partidas realizadas.

Por isso, o treinador não prevê nenhuma alteração tática e nem a saída imprevista de algum jogador para o confronto com a equipe boliviana. Nem a altitude de La Paz, fator que sempre pesa contra os brasileiros, o faz mudar de idéia. A única alteração no time são-paulino em relação ao clássico com o Corinthians, domingo passado, deve-se exclusivamente a um problema de contusão.

O atacante Diego Tardelli, artilheiro do Paulistão com 10 gols, sentiu lesão muscular na parte posterior da coxa direita, ainda no primeiro tempo do clássico, e teve que ser substituído por Luizão. Exame de ultra-sonografia realizado na segunda-feira confirmou um edema no local e, devido a isso, o jogador não pôde viajar. Ficou em São Paulo para tratamento intensivo. Em seu lugar, Leão confirmou a escalação de Luizão no comando de ataque, ao lado de Grafite. Outro desfalque por motivo de contusão é o do zagueiro Fabão, em tratamento há mais de dez dias.

Fora esses contratempos, o São Paulo seguirá sua rotina. "Muda apenas o nome da taça. Nosso time é sério e simples e, por isso, nada muda na nossa rotina com a Libertadores", argumenta Leão.

Para aliviar ainda mais a pressão da estréia no torneio sul-americano, o goleiro e capitão do time, Rogério Ceni, garante que não há nem a obrigação de vencer o The Strongest, como ocorreu na Copa Sul-Americana de 2003 – goleada por 4 x 1 no jogo de ida. "O São Paulo parece que tem que vencer de todo jeito, pois senão parece que é coisa de outro mundo", ironiza.

"Vamos brigar, vamos lutar, como estamos fazendo no campeonato paulista. Mas vai ser um outro tipo de jogo, principalmente por não termos treinado na altitude, que vai atrapalhar bastante", continuou o goleiro, que ainda reclamou da bola que será utilizada na Libertadores. "A bola é muito lisa e muda muito de direção. Para a reposição de jogo, é excelente, mas para defender é péssimo, pois ganha velocidade", completou.

O adversário

No The Strongest, o técnico Luis Galarza confirmou que sua equipe atuará no esquema 4-4-2 na estréia de hoje. O meia Adrián Cuéllar sentiu lesão no músculo da perna esquerda nesta terça-feira e deixou o treino antes do final, mas teve sua escalação confirmada pelo treinador. O próprio jogador não escondeu a ansiedade de enfrentar o tricolor. "Estamos cientes que o São Paulo é um rival complicado, mas jogamos em casa e faremos nos respeitar", disse. Já Galarza considera o time paulista "um adversário muito qualificado, que tem bons jogadores" e que será difícil ganhar a partida mesmo jogando em La Paz.

Árbitro: Gustavo Méndez (Uruguai).
Auxiliares: Roberto Silvera e Edgardo Acosta.

The Strongest: Carlos Arias, Ronald Gutiérrez, Doile Vaca, Sandro Coelho e Álvaro Ricaldi; Rubén Tufiño, Carlos Medina, Pablo Escobar e Adrián Cuéllar; Pablo Cubas e Hugo Sosa. Técnico: Luis Galarza.

São Paulo: Rogério Ceni, Edcarlos, Lugano e Alex; Cicinho, Josué, Mineiro, Danilo e Júnior; Luizão e Grafite. Técnico: Émerson Leão.

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