O discurso da diretoria do São Paulo sobre o elenco forte foi por água abaixo após derrota para o Goiás. O superintendente de futebol do São Paulo, Marco Aurélio Cunha, foi o responsável por admitir que o time ficou fora da briga pelo título por causa das ausências importantes.

“O time teve muitos desfalques nos últimos dois jogos. É difícil”, afirmou o dirigente, referindo-se também à derrota para o Botafogo, em que o time não contou com André Dias, Jean, Dagoberto, Hugo e Borges. Em Goiânia, além de Dagoberto e Borges, não jogaram Miranda e Richarlyson.

“O Miranda é jogador de seleção brasileira, fez muita falta. O Rodrigo não foi mal, mas ficou muito tempo sem jogar. Tem também o entrosamento com André Dias e Renato Silva”, disse Marco Aurélio Cunha. “O Dagoberto e o Richarlyson estão acima dos outros que jogaram. Fizeram falta”, completou.

O dirigente, no entanto, evitou culpar o Superior Tribunal de Justiça Desportiva pela derrocada. O tribunal acabou tirando Jean, Dagoberto e Borges da partida contra o Botafogo, no Engenhão. E depois os dois atacantes também em Goiânia.

‘Seria injusto com quem vai ganhar o campeonato dizer que o tribunal decidiu. Ele influiu, mas não decidiu”, afirmou Marco Aurélio Cunha. “O STJD influenciou como qualquer erro de arbitragem que possa ter acontecido. Por exemplo, tivemos algumas expulsões com que eu não concordei”.