A confusão com o Tigre na final da Copa Sul-Americana cobrou seu preço e o São Paulo perdeu o direito de um mando de jogo no Morumbi na Libertadores. A Conmebol notificou o clube nesta sexta-feira de que deverá realizar o jogo contra o Atlético-MG, dia 17 de abril, em outro estádio, que pode ser o Pacaembu, isso porque as partidas contra o The Strongest e Arsenal de Sarandi estão próximas – acontecem nos dias 28 de fevereiro e 7 de março, respectivamente. O clube tem uma semana para recorrer da decisão.

A pena imposta ao São Paulo vem na esteira da dura proibição do Corinthians ter torcida nos seus jogos na competição continental após a morte do jovem Kevin Douglas, de 14 anos, atingido por um sinalizador na partida contra o San José, em Oruro. Além da perda do mando, o São Paulo pagará uma multa de 100 mil dólares, mesmo valor imposto ao Tigre, que não sofreu nenhum outro tipo de sanção.

São Paulo e Tigre se enfrentaram no dia 12 de dezembro no Morumbi. Após uma confusão iniciada no campo no fim do primeiro tempo, os jogadores argentinos brigaram com seguranças do clube e se recusaram a voltar para o gramado dizendo terem sido agredidos e ameaçados por uma arma de fogo. A delegação foi à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) fazer exame de corpo de delito.

Na versão do São Paulo, os jogadores do Tigre tentaram invadir o vestiário dos donos da casa para tentar “melar” a partida e provocar o adiamento para outra data. Àquela altura o São Paulo vencia por dois a zero e sofria com a violência dos adversários em campo. O clube abriu as portas do vestiário para mostrar diversas divisórias quebradas que, segundo o clube, foram usadas como armas contra os seguranças do clube. Foi possível ver muitas manchas de sangue no trajeto do túnel de cerca de 40 metros, que não tem câmeras de segurança.

“Recebi a notícia agora, temos essa punição e uma multa, mas nossos advogados estão ainda apreciando o caso. Não achamos que deveríamos ser punidos porque a questão da briga foi exaustivamente explicada, mas vamos sentar com calma e decidir o que fazer”, salientou o vice-presidente de futebol, João Paulo de Jesus Lopes.