São Paulo – O São Paulo ganhou do Chivas quando precisava. Com sorte, personalidade e pinta de campeão, derrotou os mexicanos por 3 a 0, ontem à noite, no Morumbi, e se classificou para sua sexta final de Libertadores – chegou em 1974, 1992, 1993, 1994 e 2005.

A equipe de Guadalajara vencera os dois confrontos da primeira fase contra o time tricolor, mas no momento decisivo não teve qualidade para superar o campeão continental – também perdeu semana passada, em casa, por 1 a 0.

?O São Paulo demonstrou que é um time de chegada, jogou bem a maior parte do tempo e até quando o Chivas teve chances, apareceu a figura enorme do Rogério Ceni?, elogiou o zagueiro Lugano.

Se o São Paulo pegar o Internacional na decisão, o jogo final será no Beira-Rio.

Se for o Libertad, do Paraguai, o segundo duelo será no Morumbi, dia 16.

O time de Muricy Ramalho repetiu a estratégia do duelo no México: bem postado, marcou a saída de bola e não deu espaço para o rival. Também armou bons contragolpes, com Danilo e Ricardo Oliveira.

A sorte também estava com os brasileiros, porque os mexicanos cresceram e tiveram pelo menos duas chances claras de gols.

E até no melhor momento do Chivas, a estrela do São Paulo brilhou. Fabão fez pênalti em Bautista, mas Rogério pegou a batida de Morales. ?Foi um pouco de intuição, o chute foi forte, mas numa altura boa para fazer a defesa?, comentou Rogério. ?Depois disso, o time despertou e conseguiu uma bela vitória?, afirmou Ricardo Oliveira.

De fato, só depois do pênalti o São Paulo reagiu. Aos 32, Ricardo Oliveira, o melhor do jogo, teve raça, invadiu a área e ganhou da zaga. A bola sobrou para Leandro, que mandou para as redes. Sete minutos depois, Ricardo Oliveira recebeu e rolou para Mineiro acertar um belo chute, no alto, e marcar o segundo gol.

Na etapa final, tudo ficou fácil quando Souza acertou o cruzamento e colocou na cabeça de Ricardo Oliveira, que fez o primeiro gol no torneio e selou o placar. Com o time tranqüilo e administrando o resultado, houve tempo até para a torcida gritar ?olé?.

Tricolor corre atrás de zagueiro

São Paulo – Com a venda de Lugano praticamente confirmada, o São Paulo vai às compras. Buscará um substituto para o zagueiro uruguaio, que chegou como desconhecido e virou ídolo da torcida. Adaílton, do Rennes, que faz tratamento médico no clube, e Rodrigo, atualmente na Ucrânia, são os nomes preferidos.

O São Paulo arrecadará em torno de R$ 11,2 milhões (4 milhões de euros) com a venda de Lugano. É metade do valor oferecido pelo Fenerbahçe, da Turquia. A outra metade pertence ao empresário Juan Figer, sócio do São Paulo no jogador.

João Paulo de Jesus Lopes, diretor de futebol, usa uma metáfora para mostrar a necessidade de contratação. ?Às vezes, você está no shopping e vê uma camisa bonita. Não precisa tanto, mas a oportunidade é boa e você faz o negócio. Outras vezes, você precisa sair de casa para comprar roupa porque realmente está precisando.?