São Paulo – O São Paulo dava como quase certa a contratação do meia Ricardinho, do Corinthians, na tarde de ontem. O presidente Marcelo Portugal Gouvêa esteve no CT do clube e disse que amanhã acertaria o contrato do jogador, que não quer mais permanecer no Parque São Jorge. Admitiu, até, dar um cheque de cerca de R$ 2 milhões ao atleta para que pagasse a multa rescisória, caso a diretoria do Corinthians não quisesse conversa. “Eles não quiseram ouvir nossa proposta antes, talvez sua contratação saia até mais barata.”
Só que, na noite de ontem, surgiu uma informação não tão boa aos são-paulinos. O vice-presidente financeiro Carlos Roberto de Mello, o procurador de Ricardinho, Rubens Pozzi, e o empresário Bernardo Silva viajaram para a Europa para tentar fechar negócio com um clube da Inglaterra, provavelmente o Leeds United.
Os dirigentes ficaram assustados com a possibilidade, cada vez mais real, de o atleta se transferir para o arqui-rival. Não haveria o que fazer para impedir isso, caso a multa rescisória fosse paga, a não ser brigar na Justiça. Por isso, tentam empurrar Ricardinho de qualquer maneira para o futebol europeu, embora o jogador tenha preferência pelo São Paulo. Até amanhã, a novela deve, enfim, ter seu capítulo final.
Se Ricardinho for para a Europa, os são-paulinos terão de correr atrás de outro meia. “Mas nem pensamos em outro nome, porque confiamos na chegada do Ricardinho”, disse Gouvêa.
O São Paulo ainda não conseguiu acertar com o zagueiro Régis, do Fluminense. Aconselhado por sua advogada, Gislaine Nunes, o atleta não aceitou tirar da Justiça a ação que move contra o Fluminense. O clube paulista havia lhe oferecido os R$ 350 mil que os cariocas lhe devem para que desistisse do processo.


