Classificado para a próxima fase, líder com um jogo a menos, equipe reserva. Em tese faltam motivos para o São Paulo se animar neste domingo contra o Botafogo, às 18h30, no estádio Santa Cruz, em Ribeirão Preto, pela 17.ª e antepenúltima rodada do Campeonato Paulista, mas a derrota para o The Strongest, na Copa Libertadores, no meio de semana transformou a partida em potencial estopim de uma crise em caso de tropeço. Com a situação dramática na competição continental – não depende mais de si para passar às oitavas de final -, o Estadual passa a ser visto como salvação para conquistar um título no primeiro semestre.

O comportamento da torcida, que deve ser maioria mesmo longe do Morumbi, ainda é uma incógnita em relação aos jogadores, mas a diretoria deve ser hostilizada tendo em vista as pesadas críticas ao presidente Juvenal Juvêncio e ao diretor de futebol Adalberto Baptista, que inundaram as redes sociais após a derrota na Bolívia. Os dois são apontados como principais responsáveis por um eventual fiasco e devem ser alvo de protestos.

Dentro de campo a equipe deve ser bastante diferente daquela que foi derrotada na altitude de La Paz. Os jogadores considerados titulares sequer treinaram na última sexta-feira e o técnico Ney Franco deve dar oportunidade para os reservas, dando prosseguimento ao giro de elenco que vem realizando na temporada. Se a expectativa se confirmar, nomes como Rodrigo Caio e Fabrício, que brigam por lugar no grupo principal e vêm de uma série de boas partidas, terão mais uma chance para convencer o treinador.

Como Juvenal Juvêncio sugeriu a Ney Franco que repense os rumos da equipe, é possível que os demais jogadores vejam na fala do presidente a oportunidade de mostrar serviço e ganhar espaço no elenco.

Quem também deve ter chance é Lúcio, que está em baixa com a diretoria e é cotado até mesmo para deixar o Morumbi. O camisa 3 tenta deixar para trás os problemas com Ney Franco e voltar ao time titular para provar que sua contratação não foi um erro. Desde que reclamou publicamente da substituição contra o Arsenal, ele só entrou em campo uma vez – na vitória sobre o Paulista – e enfrenta desconfiança da torcida.

Certo mesmo são os desfalques de Osvaldo e Jadson, que ficaram na Bolívia para o amistoso da seleção brasileira.