Autor do segundo gol do São Paulo na vitória por 2 a 0 sobre o Botafogo-SP, Cueva foi o principal personagem do time no jogo realizado neste sábado, no Morumbi, pela quinta rodada do Paulistão. Barrado dos três compromissos anteriores do time, ele voltou, pediu para bater o pênalti e, na comemoração, juntou as mãos pedindo perdão à torcida e aos seus colegas de time pelas suas atitudes.

“O Cueva não pode levar todo o peso do time nas costas”, avaliou o goleiro Sidão após a partida. “Ele fez um grande gesto pedindo desculpas na comemoração. Internamente já está resolvido. Foi perdoado pelo grupo.”

Para o volante Jucilei, o peruano, que entrou no segundo tempo, foi decisivo na partida. “O Cueva é um grande jogador, um cara que pode mudar jogo. Ele entrou muito bem na partida, e o time abraçou. Sabemos do potencial dele, é um cara que vai nos ajudar muito na temporada.”

O treinador são-paulino, Dorival Junior, também saiu em defesa do jogador. “Todos erramos”, afirmou. “O importante é reconhecermos e termos a responsabilidade de não repeti-los. A decisão da diretoria (de barrá-lo) foi importante e o Cueva sabe disso. Que seja um exemplo. Espero que possa continuar focado e jogando, sendo útil para o São Paulo.”

Cueva se envolveu em três situações delicadas no São Paulo em pouco mais de dois meses. Além da recusa para jogar contra o Mirassol, o jogador atrasou duas vezes para se reapresentar depois de viajar ao Peru. Em novembro, quando ajudou a seleção a se classificar para a Copa do Mundo, e no início de janeiro, após o recesso de fim de ano. Foi multado nas duas ocasiões.

Na polêmica mais recente, Raí, diretor executivo de futebol do clube, chegou a dizer que não via o jogador comprometido com o time tricolor. A possibilidade de que deixasse o Morumbi ganhou força, mas o clube não pensa em negociá-lo agora. As atitudes do atleta pegaram mal no clube, junto à torcida, e também no Peru, onde a imprensa já discutia a possibilidade de o meia perder a Copa do Mundo.