Depois de perder para o Foz do Iguaçu, por um W.O. imposto pela Federação Paranaense de Futebol (FPF) no domingo passado, a diretoria do São José acusa a entidade de favorecer o time da fronteira na Divisão de Acesso do Paranaense 2011.

Ao comentar a questão, o presidente do clube da região metropolitana de Curitiba, Márcio Silva, foi enfático ao dizer: “São dois pesos e duas medidas”. De acordo com o presidente do São José, a FPF se negou a receber o pagamento de R$ 4.600 referentes a taxas de arbitragem na semana passada.

Por isso, o Foz acabou favorecido com três pontos sem a necessidade de entrar em campo. “Às 15h30 de sexta-feira (03), eles nos ligaram avisando sobre as taxas de arbitragem. Eu disse que chegaria às 17h para efetuar o pagamento, mas eles me falaram que só esperariam até 16h, mesmo com a federação fechando 19h30, pois disseram que tinham visita do TJD”, relatou Márcio Silva, em nota distribuída à imprensa ontem.

Após comentar o caso, Márcio sinaliza a possível existência de favorecimento na FPF. “Certo dia, o Foz do Iguaçu precisava inscrever um jogador no BID, e eles esperaram até as 22h30. Por que com o São José não esperaram nem até as 17h?”, questiona, afirmando que deve pagar as pendências ainda hoje.

Outro questionamento do presidente do São José é sobre a dificuldade em liberar o estádio do Pinhão. “Meu engenheiro mandou o laudo para eles (FPF) faz 20 dias. A Polícia Militar faz mais de um mês que pediu a liberação. Mas insistem em não aceitar. Então eu pedi pra jogar em União da Vitória, mas insistem em nos mandar pra Irati. Nosso prejuízo por jogo tem sido de pelo menos R$ 6 mil. Parece falta de vontade da federação, pois os laudos estão nas mãos deles, mas nunca estão de acordo”, lamenta, sinalizando a existência de um complô contra os times de menores torcidas.

Procurado pela Tribuna, o presidente da Federação Paranaense de Futebol, Hélio Cury, não atendeu aos telefonemas. Já o vice da FPF, Amilton Stival, classificou as acusações como absurdas. “Ele (Márcio) não apareceu (na FPF) até hoje. É um mentiroso”.

Sobre a questão dos laudos e liberações de estádios, Stival diz que os clubes estavam avisados das condições para mandar jogos desde o arbitral, em fevereiro. “Ele diz que existe um complô, mas a verdade é que não tem mais brincadeira lá (na FPF)”, contesta.