São Caetano do Sul – Para manter vivo o sonho de conquistar o título da Taça Libertadores da América, o São Caetano terá que derrubar o atual campeão mundial interclubes, o Boca Juniors, hoje, às 21h, em Buenos Aires. Quem vencer garantirá presença nas semifinais, uma vez que houve empate sem gols no primeiro jogo, no ABC. Outro resultado igual levará a decisão para os pênaltis.

O técnico Muricy Ramalho garante que seu time está preparado para enfrentar tudo que for possível e imaginável na Argentina.

“Todos sabem que a Libertadores é uma guerra, que tem catimba, que tem pressão da torcida e muito mais. Mas ninguém vence sem jogar futebol e temos bola para voltar de lá com a vaga”, comentou o técnico no embarque da delegação.

O clima hostil já era esperado no lendário estádio “La Bombonera”, vetado na última semana, e não deve ser diferente no Estádio Avellaneda, do Racing. “Eles vão jogar na cidade deles, com apoio da torcida, enfim, estão em casa, num estádio ou no outro”, diz o goleiro Sílvio Luiz.

Muricy Ramalho garante que seu time não ficará apenas na defesa, porque teme ser sufocado pela pressão adversária. Mas não faz segredo sobre a maneira como o Azulão vai se posicionar dentro de campo: “Vamos nos defender e esperar o momento certo para usar o contra-ataque, porque temos que ter a consciência de que podemos vencer. Se não der, vamos para os pênaltis, mas também com a maturidade já mostrada pelo elenco em outros jogos importantes”, completou.

Sistema de jogo

Quando fala em contra-ataque, Muricy deixa no ar a grande chance de promover uma mudança no ataque. No primeiro jogo, começou com Somália e Fabrício Carvalho, dois homens de choque. Agora deve tirar Somália para a entrada de um velocista, provavelmente Euller.

Warley seria a opção para o segundo tempo, mesmo porque é rápido e faz bem as penetrações. O próprio Somália ficaria como opção em caso de necessidade de forçar o jogo aéreo.

O time atuará no esquema 4-4-2 e com três volantes: Marcelo Mattos, Mineiro e Fábio Santos. Com relação à marcação, a eficiência demonstrada no primeiro jogo é apresentada como modelo. “Tudo funcionou bem: não demos espaço, evitamos os cruzamentos e fica mos atentos no jogo aéreo”, diz o zagueiro Dininho. O meia Gilberto acha que desta vez “o Boca terá que sair mais para o jogo e abrirá mais espaços para nosso contra-ataque”.

Mesmo assim, os laterais, Ânderson Lima e Triguinho, terão que “descer só na bo a”, segundo recomendação do treinador. “Será um jogo de xadrez, mas temos todas condições para buscar a vaga”, afirma o zagueiro Serginho, que não costuma ter medo de cara feia.

A expectativa da comissão técnica é que o cansaço natural provocado pela maratona de jogos neste primeiro semestre seja superado pela importância do jogo. Com a vitória de 3 a 2 sobre o Vasco da Gama, domingo, no ABC, o Azulão completou 30 jogos na tempo rada. Neste jogo, porém, todos jogadores considerados titulares foram poupados. O único presente foi o volante Marcelo Mattos.

Os jogadores reconheceram o gramado do Avellaneda na tarde de ontem e não se queixaram de nada. “O campo é bom ou ruim para os dois”, avisa o experiente Ânderson Lima.

Ficha Técnica

Local: Avellaneda. Horário: 21h. São Caetano: Silvio Luiz; Ânderson Lima, Dininho, Serginho (foto) e Triguinho; Marcelo Mattos, Mineiro, Fábio Santos e Gilberto; Euller e Fabrício Carvalho. Técnico: Muricy Ramalho. Boca Juniors: Abbondanzieri; Calvo, Schiavi, Burdisso, Clemente Rodríguez; Donnet, Cascini, Vargas e Cagna; Guillermo Schelotto e Tevez. Técnico: Carlos Bianchi.