Em busca de novas receitas, o Santos viu a venda do meia Felipe Anderson para a Lazio emperrar por causa da forma de pagamento do valor negociado com o clube italiano. A diretoria santista já havia aceitado o pagamento de 3,8 milhões de euros (cerca de R$ 11,1 milhões), mas não houve acordo com o fundo de investimento inglês, chamado de Doyen Sport, que tem direito a 50% do montante da transação – a outra metade ficará com o clube.

O fundo em questão, cujo representante no Brasil é Renato Duprat, parceiro do Santos no final do anos de 1990, não gostou da proposta feita pela Lazio de pagar o valor da transação em três anos. O Doyen Sport até aceitaria um parcelamento mais curto, mas achou o prazo oferecido muito longo.

Apesar disso, a Lazio ainda não desistiu de contratar Felipe Anderson e seguirá empenhada em levar o meio-campista para a Itália. Armando Calvieri, gerente administrativo do clube italiano, e Igli Tare, diretor esportivo do time, estiveram no Brasil na semana passada para negociar a contratação e fizeram pelo menos quatro reuniões para fechar o negócio, mas já retornaram para a Itália.

A própria vontade do jogador, que não escondeu a empolgação com a possibilidade de defender a Lazio, pode pesar nesta negociação, sendo que o Santos também tem interesse de negociar o atleta para obter novas receitas depois de ter vendido Neymar ao Barcelona recebendo um valor menor do que gostaria.

A venda de Felipe Anderson ajudaria o Santos a buscar novos reforços durante este período de transição e incerteza vivido pelo clube, que demitiu Muricy Ramalho no final do mês passado e vem sendo comandado desde então pelo interino Claudinei Oliveira. Caso seja negociado com a Lazio, Felipe Anderson atuará ao lado do meia Hernanes, que vem defendendo o Brasil nesta Copa das Confederações.