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De Letra

Santos-Rio em 3h01min47s

  • Por Redação O Estado Do Paraná

Os empresários Eike Batista, Paulo Melo e Gilberto Sayão conquistaram uma nova marca para a distância Santos-Rio de Janeiro. O grupo realizou a façanha no início do ano, dia 3 de janeiro. A bordo da lancha Spirt of Brazil, eles completaram o trajeto de 407 km em 3h01min47s, superando a marca anterior, de Paulo Renha, que era de 3h29min51s, e fora estabelecida em maio do ano passado.

Apesar de o mar estar mexido, Eike, piloto da embarcação no desafio, se mostrou realizado. ?É uma sensação única?, resumiu o empresário, que investiu cerca de US$ 1,5 milhão para mandar fabricar a lancha, feita exclusivamente para este desafio.

A Spirit of Brazil, que usa motores de Fórmula 1, completou o percurso entre a Ilha da Moela, em Santos, até a entrada da Baía da Guanabara, supervisionada pelo presidente da Federação Brasileira de Vela e Motor. O presidente da entidade, Nelson Bordallo, acompanhou todo o percurso a bordo de um helicóptero, e o evento foi registrado em vídeo. No percurso, foram consumidos 1.663 litros de combustível, e a lancha chegou a atingir 122 milhas por hora.

O trio receberá, ainda este mês, o Troféu Revista Náutica Recorde Travessia Santos – Rio de Janeiro. Sayão e Melo foram os navegadores, enquanto Eike comandou o show. O Estado fez contato com o piloto e agora publica a entrevista feita após vencer o desafio.

O Estado do Paraná – Como surgiu a idéia do desafio?

Eike Batista – Era um sonho de muito tempo atrás, que ficou congelado durante 15 anos, enquanto meus filhos eram pequenos. Adoro desafios e acho que vencer limites traz desenvolvimento ao surgimento de novas tecnologias, novas máquinas, assim como na Fórmula 1.

O Estado – Qual foi o custo do desafio?

Eike – Gastamos cerca de R$ 2 milhões, com toda a estrutura montada para o desafio.

O Estado – Existe um projeto de se vencer a distância num tempo ainda menor?

Eike – Talvez para o ano que vem… quem sabe?

O Estado – Formou-se um time de peso para o desafio. Há a possibilidade de os participantes disputarem alguma prova internacional, caso haja possibilidade de usar a lancha Spirit of Brazil, ou com outro equipamento?

Eike – Não. Na verdade o meu objetivo não é participar de competições, nem nada de alto risco. O que fizemos foi quebrar um recorde, mas sob total controle nosso. Se as condições de mar e equipamento não estivessem boas, como ocorreu numa primeira tentativa, eu teria voltado e deixado para outro dia.

Somos empresários e não é nossa intenção estar num esporte de risco, na verdade chamo isso de risco calculado.

O lado empresário está em primeiro lugar, ser piloto é hobby.

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