Santos – O que acontece quando um dos melhores times de um campeonato joga com o pior, e ainda por cima em casa? A resposta é fácil. O melhor arrasa o pior em 99,9% das vezes. A lógica prevaleceu ontem, na Vila Belmiro. O Santos goleou o União São João por 8 a 3 e só não fez mais gols porque não quis. Até Robson, o Robgol, fez o dele. O Santos manteve a liderança do Grupo 2, com 14 pontos. O União ainda não ganhou sequer um mísero pontinho e só não está na lanterna da chave porque o Oeste perdeu 12 pontos.

Fica difícil até para fazer uma análise tática do jogo. A disparidade técnica entre os jogadores das duas equipes é tamanha que o Santos ganharia com folga mesmo que não tivesse o menor padrão de jogo. A rigor, a partida, para os santistas, não serviu sequer como treino para o encontro de quarta-feira contra o Guarany paraguaio pela Libertadores. Um coletivo contra os reservas com certeza seria mais “puxado” para os titulares.

Os dois primeiros gols, marcados por Basílio aos 3? e 19?, dão uma mostra da facilidade encontrada pelo Santos. Lançamentos de Robinho, passes de primeira e conclusões, também de primeira do atacante, que chegou a cinco gols no Paulista. Paulo César, de falta; André Luís, após cobrança de escanteio; e Alex, aproveitando rebote do goleiro, também fizeram os deles, sem esforço.

O time relaxou, o União fez dois gols – no segundo, Marcelinho cobrou bem a falta, mas Doni colaborou -, mas nada que assustasse. Até porque logo aos 6? da etapa final Robinho fez um golaço, desses que só moleques bons de bola fazem. Dentro da área, travou a bola e o zagueiro Diguinho “passou lotado”, como se costuma falar no futebol. Depois, só teve o trabalho de tocar.

Estava fácil. Só Robson, o Robgol, tinha dificuldade para marcar. Até que Diguinho fez pênalti em Basílio. A torcida se inflamou e começou a gritar “Robgol, Robgol”. Cheio de moral, ele pegou a bola, beijou-a colocou na marca do pênalti, correu meio desengonçado e cobrou. Bola no canto esquerdo, goleiro no direito. Aos 11? do segundo tempo de sua sétima partida pelo Santos, ele finalmente marcou.

Estava 7, o União ainda diminuiu e Renato fez mais um. Mas o Santos, que acabou aplicando a maior goleada do campeonato já estava com a cabeça no Guarany paraguaio. Até porque a Libertadores é o objetivo principal.

Santos 8 x 3 União São João

Local: Vila Belmiro. Árbitro: Romildo Correia. Gols: Basílio, aos 3 e 20, Paulo César, aos 24, André Luís, aos 31, Alex, aos 35, Osmar, aos 38, e Marcelinho, aos 45 minutos do 1.º tempo. Robinho, aos 6, Robson (pênalti), aos 11, João Paulo, aos 31, e Renato, aos 41 do segundo. Cartão amarelo: Luiz Henrique, Wilson Mathias, Marcelinho, Osmar e André Luís. Renda: R$ 71.590,00 (5.223 pagantes). Santos: Doni; Paulo César, Alex, André Luís e Léo; Claiton, Renato, Diego (Paulo Almeida) e Robinho (Luís Augusto); Robson (Lopes) e Basílio. Técnico: Emerson Leão. União São João: Gilvan; Wagner (Roger), Félix, Diguinho e Eduardo (Luiz Henrique); Wilson Mathias, Lico, Gerson (Wellington) e Marcelinho; Osmar e João Paulo. Técnico: Arnaldo Lira.