A Conmebol anunciou nesta terça-feira (28) que o Santos foi punido com um placar desfavorável de 3×0 no jogo de ida das oitavas de final da Copa Libertadores, em Avelllaneda, contra o Independiente, em função da escalação irregular do meio-campista Carlos Sánchez. Além disso, o uruguaio está suspenso do duelo de volta, marcado para esta terça, às 19h30, no Pacaembu. Com a punição, o Santos precisará vencer o confronto de volta por quatro gols de diferença – triunfo por 3×0 leva o duelo aos pênaltis.

O tribunal determinou “como perdedor o Santos da partida disputada contra o Independiente, pela ida das oitavas de final da Libertadores e, consequentemente: determina o resultado de 3×0 a favor do Independiente, de acordo com o artigo 19 do Regulamento de Disciplina da Conmebol”, afirma.

“Confirma a suspensão do jogador Carlos Sánchez por uma partida, que deverá ser cumprida na próxima partida da Libertadores”.

O julgamento do Peixe pela escalação de Sánchez se iniciou na segunda-feira (27), quando o clube se defendeu na sede da Conmebol, em Luque, nas proximidades de Assunção. Mas o tme não teve êxito em sua argumentação, sendo punido pela entidade.

O Santos, porém, ainda pode recorrer da punição. E a tendência é de que a diretoria do clube leve o caso até a instância máxima, a Corte Arbitral do Esporte, caso não tenha êxito na própria Conmebol. Nesse momento, porém, apenas uma goleada no Pacaembu classificará o time às quartas de final da Libertadores.

A partida, realizada em Avellandeda, na semana passada, terminou empatada em 0x0, mas a Conmebol abriu ação disciplinar para investigar o caso de Sánchez, recém-contratado pelo Santos e que havia sido expulso em sua última partida em um torneio sul-americano de clubes antes do confronto de terça, ainda pelo River Plate, em 2015. Ele tinha um jogo de suspensão a cumprir, mesmo após a anistia promovida pela Conmebol em 2016, quando reduziu pela metade a pena em vigor aos jogadores em competições continentais.

Sánchez havia sido punido com três jogos de suspensão, o que o impossibilitava de encarar o Independiente. O Santos, por sua vez, garante que o sistema eletrônico da Conmebol classificava o uruguaio como apto a entrar em campo na terça.

O Peixe, que contratou o advogado Mário Bittencourt para defendê-lo, pedia que o jogador cumprisse o jogo restante de suspensão no confronto de volta diante do Independiente e citava um precedente envolvendo o River Plate.

O volante Bruno Zuculini atuou de forma irregular em todas as sete partidas do clube argentino nesta Libertadores, graças a uma punição sofrida ainda em 2013, quando atuava pelo Racing, da qual sobravam dois jogos restantes a serem cumpridos no torneio deste ano.

Sem ter conhecimento da situação de seu jogador, o River consultou a Conmebol e ouviu que Zuculini estava apto a jogar. A entidade alegou “erro administrativo”, liberou o clube argentino de qualquer punição e ordenou que o atleta cumpra as partidas restantes na sequência do torneio. E é exatamente este tratamento que o Santos esperava da confederação em seu caso.

Apesar desse argumento, o Santos defendia que escalou Sánchez de forma regular. O clube alega que o sistema eletrônico da Conmebol, bem como as informações passadas pela Fifa e pelo Monterrey, time anterior do volante, davam conta de que o jogador poderia estar em campo.

Retrospecto

Agora, para seguir vivo na Libertadores, o Santos precisará vencer por quatro gols de diferença ou 3×0, para levar a disputa para as penalidades. Um feito complicado, mas que o Peixe já conseguiu e vem sendo lembrado pelos torcedores.

Pela semifinal do Campeonato Brasileiro de 1995, o Santos havia perdido o primeiro jogo para o Fluminense por 4×1, no Maracanã, e precisaria de um resultado histórico na volta, no Pacaembu. E ele veio.

Com um show do meia Giovanni, o time paulista goleou os cariocas por 5×2 e avançou para a final, mas acabou perdendo o título para o Botafogo.

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