Time fez um reconhecimento do gramado
do Estádio Olímpico de Atahualpa.

Ricardo Oliveira está livre para jogar e o Santos repete a escalação da dupla de ataque da goleada por 5 a 1, em Cali, para enfrentar o El Nacional, hoje, às 21h40 (de Brasília), em Quito, Equador, com transmissão ao vivo pela televisão aberta. Uma vitória mantém o aproveitamento de 100% da equipe e consolida a liderança no grupo 3 da Copa Libertadores da América, com 9 pontos ganhos, abrindo cinco de vantagem sobre o segundo colocado, o América de Cali, que tem apenas quatro em três jogos disputados.

Só ontem cedo, a presença de Ricardo Oliveira na partida pôde ser confirmada, após a notícia do adiamento da sentença da juíza Maria Fernanda Queiroz da Silveira, da 15.ª Vara da Justiça do Trabalho de São Paulo. A decisão da juíza poderia impedi-lo de jogar e determinar a sua reapresentação à Portuguesa de Desportos, se acolhidas as provas documentais do clube de que as reclamações do jogador são improcedentes. “O El Nacional me preocupa mais do que altitude”, disse Leão, ontem à tarde, após a rápida movimentação dos jogadores no estádio olímpico de Atahualpa, para reconhecimento do gramado, onde será realizado o jogo.

Essa foi a frase que o técnico escolheu e vem repetindo a todo momento para convencer os jogadores de que o lanterninha do grupo, com apenas um ponto ganho perdeu do 12 de Octubre, no Paraguai, e empatou em casa com o América de Cali merece respeito. Leão também faz questão de lembrar que o El Nacional ganhou nas duas primeiras rodadas e é o líder isolado do campeonato equatoriano. Com base nos videoteipes de jogos do adversário que assistiu desde à chegada ao Equador, na noite de segunda-feira, e de algumas informações que recebeu, o técnico acredita que o Santos vai sofrer uma forte pressão nos primeiros minutos. “Não podemos entrar na correria deles. O melhor é o nosso time tomar certos cuidados até conseguir impor o seu ritmo de jogo para evitar possíveis efeitos da altitude”, recomendou. “Nas vezes em que estive aqui (em Quito) como jogador e como técnico, não senti nada de diferente. Porém, se alguém sentir dificuldade, substituo.” O Santos desembarcou no aeroporto de Quito às 20h (de Brasília) de segunda-feira e foi recebido com festa por um grupo de brasileiros.

Robinho foi o mais assediado, em razão das pedaladas que o consagraram no campeonato brasileiro e a sua grande atuação em Cali, inclusive sendo aplaudido em pé pelos colombianos e chamado de “o novo rei do Santos”, na goleada por 5 a 1 sobre o América. Leão tem sido reconhecido por algumas pessoas nas ruas, em razão dos jogos que disputou pela seleção brasileira e do seu sucesso como técnico.

Ontem cedo, Leão movimentou os jogadores com um recreativo no Centro de Treinamentos do El Nacional, que fica a 40 minutos do hotel onde o Santos está hospedado. Do time que goleou o América, em Cali, o único ausente é André Luís, que ficou em Santos recuperando-se de uma lesão muscular na coxa esquerda. Preto entra em seu lugar.

Embora reconheça que o seu principal problema é a falta de um lateral-direito de qualidade, Leão confirmou a volta de Reginaldo Araújo à posição e pretende insistir na sua escalação para que se adapte aos companheiros. “Seu fraco desempenho nos primeiros jogos foi porque está tendo dificuldade para se ambientar”, explica o técnico.

Leão voltou a dizer que não vê motivos para cobrar Robinho, que fez 11 gols no campeonato brasileiro do ano passado e, apesar de ter sido titular nos oito jogos do time nesta temporada, ainda não fez nenhum. “No ano passado tive que pressioná-lo para que caprichasse mais nas finalizações e que driblasse na direção do gol, entrando na área com a bola dominada. Agora, não. O gol só não tem saído por azar e a qualquer momento ele vai desencantar.”

El Nacional x Santos

Santos: Fábio Costa; Reginaldo Araújo, Preto, Alex e Léo; Paulo Almeida, Renato, Elano e Diego; Robinho e Ricardo Oliveira. Técnico: Leão

El Nacional: Giovanni Ibarra; Omar de Jesús, Franklín Anangonó, Jorge Guagua e Luis Checa; Juan Carlos Burbano, David Quiroz, Edison Méndez e Carlos Grusso; Kleber Chalá e Eduardo Hurtado. Técnico: Paulo Massa.

Árbitro: Gilberto Hidalgo (Peru). Local: Quito, Equador. Horário: 21h40.