Recentemente Eduardo da Silva disse em entrevista ao site da Fifa que ficará dividido quando os hinos de Brasil e Croácia tocarem no Itaquerão para a abertura da Copa do Mundo. O atacante naturalizado croata não estará sozinho neste momento e terá a companhia de Sammir para dividir a emoção.

O meia passa pela mesma expectativa do companheiro e admite que viverá o sonho da sua vida de uma maneira diferente do que imaginou quando ainda era apenas um menino em Itabuna e via a possibilidade de jogar um Mundial como um objetivo muito distante.

“Na minha cabeça vem fotos do que pode acontecer; claro que vou viver emoções quando entrar no estádio e vê-lo lotado, a vida tem disso. Meu sonho sempre foi jogar um Mundial com a camisa amarela, mas estou orgulhoso por ser croata e darei o máximo de mim para tentar ser titular ou entrar durante o jogo”, disse.

Quem escuta Sammir falar croata pode realmente acreditar que ele nasceu no país; o meia domina fluentemente o difícil idioma, o qual diz ter aprendido de ouvido com os companheiros de Dínamo de Zagreb, clube que defendeu entre 2007 e 2013, quando se transferiu para o Getafe, da Espanha. “Não cheguei a fazer uma aula particular, em um ano já dava entrevistas sem tradutor”, gaba-se.

Agora defendendo as cores do país europeu, ele espera começar a campanha no Mundial pelo menos sem perder para o Brasil. Pelo menos por enquanto, já pôde matar um pouco da saudade dos familiares, que estiveram no jogo contra a Austrália em Pituaçu.

“Fazia mais de três anos que não via meu pai e acabei nem conseguindo falar com ele porque o portão de saída era diferente do nosso. Mas só de vê-lo já deu para matar um pouco a saudade”, explica o atleta, que alugou um ônibus para os familiares irem a Salvador.