Na reta final de um campeonato, em que está em jogo um título ou uma vaga na Copa Libertadores, como é o caso do Atlético, é que as superstições e manias vêm à tona.
Para o torcedor, vale sentar sempre no mesmo local ou usar a mesma camisa de cinco anos atrás. Mas as manias não se limitam à arquibancada. Os jogadores também têm as suas.
No caso dos rubro-negros, algumas são, no mínimo, inusitadas. Entre elas, a do equatoriano Guerrón. Ele precisa trocar de chuteiras no intervalo das partidas. Atuar 90 minutos com o mesmo calçado está fora de cogitação.
“Sempre fiz isso. Me acostumei a jogar no primeiro tempo com uma chuteira e no segundo com outra. Agora tenho que manter. Na briga pela Libertadores, eu não vou mudar”, garante.
Para manter o hábito, o jogador nem sabe ao certo o número de pares de chuteiras que tem. Mas a cada jogo, precisa utilizar modelos diferentes. “Eu gosto disso e me traz sorte. Tenho muitas chuteiras. Para cada jogo preciso levar três pares. Daí escolho as duas que vou utilizar”, completa Guerrón.
O goleiro Neto também tem uma mania um tanto diferente. O jogador não pode sair da concentração sem tomar café da manhã em dias de jogos.
Disse que se não cumprir o ritual, é sinal de má sorte para o time. “Tem jogador que nem toma café, mas eu preciso disso. Já tive jogos que não tomei e nós perdemos. Preciso do café da manhã”, relatou aos risos o arqueiro que também defende a Seleção Brasileira.
Nem o capitão Paulo Baier escapa das superstições, embora a palavra seja meio proibida no meio – os jogadores preferem dizer que são manias.
O maestro do Rubro-Negro precisa calçar a chuteira do pé direito primeiro. “Não que eu tenha muitas manias. Mas eu acho que agora o negócio é trabalhar, pedi ao Papai do Céu que ninguém se machuque e que o time inteiro fique à disposição”, frisou.
O técnico Sérgio Soares conseguiu se livrar das manias, agora mantém apenas o hábito de pedir a proteção de São Judas Tadeu, santo ao qual é devoto.
“No Campeonato Paulista eu tinha mania de usar o mesmo sapato. Mas aqui no Atlético só uso agasalho e tênis. A única coisa é fazer pedido a São Judas Tadeu, mesmo. Geralmente, jogador tem mais manias que treinadores”, revelou Soares.



