O amor pelo ciclismo surgiu por acaso. Foi em Guaíra, quando usava sua magrela apenas para ir do trabalho para casa e vice-versa, que Rosane Kirch foi convidada pelo hoje marido, Lázaro, a competir por sua equipe numa prova que haveria na cidade. Isso foi em 1998. Dois anos depois, ela começou a colher os primeiros bons resultados.

Ano passado, foi o melhor de sua curta e meteórica carreira: conquistando um bronze no Sul-Americano do ano passado, disputando a prova por pontos, pouco mais de um mês depois do primeiro treino na pista.

Este ano, voltou à estrada, em busca de resultados que a ajudassem a obter uma vaga na Olimpíada de Atenas, no ano que vem, em virtude de ser uma das melhores brasileiras em atividade no País e estar liderando o ranking brasileiro de estrada.

Mas na última quarta-feira, Rosane viajou para Paris. Ela foi a convite do Centro Olímpico Francês de Ciclismo, um dos mais bem equipados centros de excelência do esporte no mundo, onde foi fazer uma espécie de pré-temporada de preparação visando o Mundial B, que será disputado no início de julho, na Suíça.

O Brasil terá, além de Rosane (pista e estrada), Janildes Fernandes (estrada) e Carla Gardenal (pista), no feminino. No masculino, o time será composto por Murilo Fischer, Hernandes Quadri Jr., Márcio May, Alex Mayer e Maurício Morandi. Mas ainda falta a definição do restante do grupo por parte do técnico de estrada Mauro Ribeiro.