A diretoria conseguiu aparentemente apagar o incêndio causado pelos insistentes atrasos salariais no Paraná Clube. Não com dinheiro, mas com promessas. O presidente Aquilino Romani se comprometeu a quitar a maior parte dos débitos com o elenco até o fim do mês. “A intenção é pagar tudo. Dependemos de algumas transações, mas vamos sair dessa situação em breve”, garantiu o dirigente. Para zerar a conta, o clube terá de abrir mão de pelo menos um de seus titulares, como o Paraná Online já havia antecipado na edição de anteontem.
| Allan Costa Pinto |
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| Gílson: salário em dia do elenco está atrelado à negociação do lateral-esquerdo com o Palmeiras. |
Gílson, ao que tudo indica, vai mesmo para o Palmeiras. A diretoria desconversa, mas o clube já teria recebido uma oferta inicial e estabelecido um valor para liberar o jogador. Recentemente, o contrato do lateral-esquerdo foi renovado por três anos, o que aumentou a multa rescisória e deu maior poder de barganha ao clube para uma negociação. Destaque do Cascavel no Campeonato Paranaense, Gílson é um dos jogadores trazidos pela Amaral Sports, com o Tricolor tendo 20% dos direitos econômicos do atleta.
O presidente Aquilino Romani confirmou ainda que houve uma sondagem em torno de Marcelo Toscano. Um dirigente do português Vitória de Guimarães esteve em Curitiba e demonstrou interesse no jogador. “Abriu-se um canal de negociação, mas é algo ainda muito superficial”, comentou Romani. “Mesmo assim, o Toscano só sairia em agosto, na janela internacional”, completou. A ideia do presidente é equilibrar as finanças sem recorrer à essa transação.
Nesse sentido, daria preferência à venda do percentual que o clube ainda detém (30%) a um grupo empresarial. “Neste caso, asseguraríamos a permanência do Toscano até o fim do ano, pelo menos”. A diretoria paranista trabalha em outras duas frentes para fazer com que as ameaças de greve é a segunda este ano cessem definitivamente. “Temos algumas negociações envolvendo um patrocínio para a nossa camisa. Só que a Copa nos prejudicou muito. O mercado estagnou”, disse Romani.
A outra saída está na captação de novos sócios torcedores. O clube superou a marca de três mil adesões ao SemPRe Torcedor, mas quer fechar o ano com pelo menos cinco mil associados. “Por isso, precisamos demais dos resultados. Os jogadores sabem disso e tenho certeza que não perderemos a mobilização. Vi isso nos olhos deles”, comentou o presidente, confirmando que irá modificar a sua rotina. “Eles pediram e eu e o Aramis vamos estar mais presentes aos treinos e viagens, quando possível”, confirmou.
Com sinceridade, admitiu que muitas vezes evitou esse contato por vergonha, por não poder pagar os salários. “É algo que me incomoda muito, mas eles podem ter certeza que estamos trabalhando muito e que com o apoio deles, e do nosso torcedor, o Paraná vai seguir forte nesta Série B. Essa dificuldade momentânea só irá nos fortalecer”, arrematou Romani, apostando numa guinada a partir de 2011, com o clube de volta à primeira divisão.



