Mesmo com o São Paulo distante sete pontos da zona de rebaixamento e classificado para as quartas de final da Copa Sul-Americana, a ordem ainda é evitar a queda na competição nacional. A situação mais confortável na tabela, após a reação nas últimas rodadas, ainda não aliviou a equipe. Pelo menos foi o que garantiu o goleiro e capitão Rogério Ceni.

Perguntado sobre a possibilidade de priorizar a Sul-Americana, ele sequer considerou. “Está louco? Do jeito que estamos no Brasileiro, precisamos chegar aos 47, 48 pontos o mais rápido possível porque ainda brigamos contra o rebaixamento. Quero sair dessa situação de desconforto no Campeonato Brasileiro”, disse.

Rogério Ceni era o mais assediado entre os jogadores do São Paulo no desembarque da equipe nesta quinta-feira. Isso porque ele praticou pelo menos sete grandes defesas e acabou sendo o herói da vitória sobre o Universidad Católica por 4 a 3, na última quarta, no Chile, que garantiu os time brasileiro nas quartas da Sul-Americana.

A atuação rendeu destaque na imprensa chilena e gerou um debate sobre a possibilidade de ter sido a melhor da carreira do goleiro, que minimizou. “A atuação tem importância por ultrapassar uma fase de campeonato, mas tive outras grandes atuações na carreira. Cada um lembra das mais importantes e das mais recentes”, comentou.

No desembarque, Rogério Ceni ouviu os torcedores pedindo sua renovação e gritando para que ele permaneça no clube ao fim desta temporada, que pode ser a última de sua carreira. Mesmo experiente, aos 40 anos, o goleiro não escondeu a emoção pelo apelo, mas desconversou. “O torcedor é emotivo, viu o jogo, ficou feliz, alegre, e por isso o manifesto.”