O goleiro Rodolfo pegou a maior pena prevista no item 2.1 do artigo 2.º do Código Mundial Antidopagem e terá de cumprir dois anos de suspensão por ter sido flagrado pelo uso de cocaína. O advogado Domingos Moro vai recorrer ao pleno do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) para tentar reduzir a pena.

 

O exame antidoping que apontou o uso da substância foi realizado após o jogo com o CRB, dia 9 de junho. A iniciativa do Atlético de ajudar o goleiro no tratamento para se livrar do vício foi elogiada pelo presidente da 1.ª Comissão Disciplinar, Paulo Valed Perry, mas em nada mudou a pena.

Nem mesmo a defesa de Domingos Moro, que usou a estratégia de colocar o jogador como vítima de uma dependência química, aliviou a situação. O advogado alertou para a necessidade de o jogador ter a oportunidade de voltar a jogar, ainda que tenha de pagar pelo uso de substância proibida.

Rodolfo admitiu que seu primeiro contato com a droga foi aos 15 anos e que alguns anos depois passou a fazer uso da droga, nos últimos tempos chegava a usar cocaína quase que diariamente, evitando apenas em dias de jogos e concentração. Se disse arrependido e assegurou que está fazendo o possível para se livrar do vício.

“Estou muito arrependido do que fiz. Estou me entregando ao máximo na minha recuperação, penso muito na minha família e nos meus filhos. Está sendo muito difícil para mim”, afirmou Rodolfo.