Robert Scheidt lidera a competição.

Bodrum, Turquia – O brasileiro Robert Scheidt está mais perto do inédito heptacampeonato mundial da classe Laser. Ontem, as duas regatas previstas foram canceladas devido a falta de vento no local. “Até teve uma largada, eu estava velejando rápido e vinha bem colocado, mas o vento acabou e a prova foi cancelada. Depois a organização tentou mudar a raia, mas o vento estava muito rondado e, como já era tarde, não foi possível largar de novo”, contou.

O brasileiro lidera a competição com 14 pontos perdidos seguido do australiano Michael Blackburn, que aparece com 18. O concorrente tem um bom currículo na classe Laser – foi bronze em Sydney (2000) e terceiro no mundial do ano passado. Para chegar ao hepta, Scheidt não precisa mais vencer qualquer uma das três regatas da competição que serão disputadas hoje (caso haja vento para tanto), mas terá que velejar perto do australiano. O paulista disse que vai precisar de muita consistência e concentração.

“Posso ser campeão sem vencer regatas, mas para isso preciso chegar sempre próximo do Blackburn. Mas, como teremos mais um descarte seja com duas ou três regatas nesta quarta (hoje), não dá para fazer muita conta”, afirmou o velejador, de 31 anos.

Apesar da ansiedade e da pressão em relação à conquista, o técnico do brasileiro, Cláudio Biekarck, está confiante num bom desempenho hoje. “O Robert já está acostumado com esse clima. E ele sabe que precisa velejar sempre próximo do australiano nas duas ou três regatas decisivas do campeonato.”

Dono de 106 títulos na carreira e invicto em 2004 com seis conquistas em seis competições, Scheidt já disputou oito regatas desde sexta-feira na Turquia e acumula quatro vitórias, um segundo, um terceiro e um quinto lugares. O descarte foi a sexta colocação obtida logo na abertura do mundial.

Campeão em Tenerife -Espanha/95, Cidade do Cabo – África do Sul/96, Alagarrobo – Chile/97, Cancún – México/2000, Cork – Irlanda/2001 e Cape Cod – EUA/2002, Robert é o maior vencedor do mundial de Laser, com o dobro de conquistas do 2.º colocado, o australiano Glenn Bourke, ídolo do brasileiro. Mas o grande objetivo do velejador na temporada é a conquista da terceira medalha olímpica da carreira em Atenas – foi ouro em Atlanta/96 e prata em Sydney/2000.