Na véspera da partida mais importante do basquete brasileiro nos últimos anos, o clima de rivalidade com a Argentina parece começar a acirrar. Nesta terça-feira, as duas seleções se enfrentam às 15 horas (horário de Brasília), pelas oitavas de final do Mundial da Turquia. “Até nas casas de aposta a partida entre Brasil e Argentina está equilibrada… Vamos Brasil”, escreveu em sua página no Twitter o pivô Tiago Splitter, um dos destaques do Brasil na competição e principal preocupação da Argentina.

Se pelo lado argentino a preocupação é com Splitter, os brasileiros também tentam se precaver contra outro pivô. Luis Scola, que atua na NBA pelo Houston Rockets, está em grande fase e é, até agora, o cestinha do Mundial, com média de 29 pontos por jogo.

“Estamos analisando como, taticamente, faremos para baixar a média do Scola, piorar seu rendimento. Conheço-o muito bem, mas o talento dele é especial e um jogador talentoso tem muitas soluções”, declarou o técnico Ruben Magnano, que treinou a Argentina entre 2002 e 2004.

O treinador do adversário desta terça também elogiou os jogadores do Brasil, mas afirmou que a pressão está do lado argentino. “Imagino um jogo difícil, com baixa pontuação. Mas a pressão é da nossa equipe. Nos últimos dez anos temos sido, na média, os melhores do mundo”, afirmou Sergio Hernández.