Os jogadores do Atlético terão uma tarefa árdua neste final de ano. Ao contrário do trabalhador brasileiro comum, que no mês de dezembro curte férias, os atletas terão de dividir o tempo com a família e o descanso com atividades físicas.

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Riva de Carli não será o preparador físico do Furacão em 2011, por ter se transferido para o São Paulo, mas, conhecido pela alta exigência, deixou uma “herança” para seus ex-comandados.

A cobrança no limite fez diferença neste ano e os jogadores sabem que precisam repetir à exaustão as atividades, apesar da cara feia quando lembram que têm uma cartilha para cumprir.

Neste ano, de 150 lesões em jogadores dos 20 clubes da Série A, apenas duas ocorreram no Atlético. Uma mostra de que a receita está dando certo e que a lição precisa ser repetida.

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Assim, antes de sair de férias, cada jogador recebeu uma cartilha para que não chegue ao início da temporada sem preparo físico, principalmente pelo grupo ter apenas 10 dias de treinamentos entre a reapresentação e a estreia no Campeonato Paranaense, que será dia 16 de janeiro, frente ao Arapongas.

Riva garante que na cartilha não tem nada demais, mas sabe que será difícil para os atletas, por terem de deixar a folga de lado. “A cartilha é mais pelo comportamento do atleta em 30 dias. Procurei passar uma mensagem para que eles entendam que são atletas e não pessoa comuns”, destacou Riva.

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“Estar de férias está relacionado a competições e não às atividades físicas. Podem diminuir bastante, mas não totalmente”, acrescentou Riva, que tentou facilitar o trabalho de Márcio Henrique, preparador físico que deve ser seu substituto.

Assim como fizeram em toda temporada, os jogadores não perderam a chance de brincar com a postura exigente de Riva, mas garantem que vão manter a forma, seja na lavoura, nadando e até jogando uma pelada nos finais de semana.

O técnico Sérgio Soares gostou da ideia e vai cobrar de todo mundo na reapresentação. O comandante quer o grupo em ordem quando as atividades retornarem dia 6 de janeiro.

“Na primeira semana tem que descansar a cabeça, mas a partir daí tem que dar uma corridinha, fazer musculação. Temos a programação de janeiro já estabelecida e se voltar das férias zerado isso prejudica. É complicado, mas este sacrifício do inicio faz parte. E isso é a base para o trabalho da temporada toda”, disse Soares.