O Complexo Deodoro, formado pelas construtoras Queiroz Galvão e OAS, inicia nesta quinta-feira as obras da maior parte do Complexo Esportivo de Deodoro, segundo principal palco esportivo dos Jogos do Rio/2016. Em nota enviada pela assessoria de imprensa da Empresa Olímpica Municipal (EOM), a mesma afirma que as obras orçadas em R$ 643,7 milhões são “simples” uma vez que o Complexo “já possui mais da metade das instalações necessárias”.

O fato de Deodoro já ter 60% das áreas de competição permanentes construídas faz a EOM, garantir a “rapidez na execução” das obras. O setor norte de Deodoro, porém, só tem sua conclusão de entrega no primeiro semestre de 2016, com pouca margem para o início dos Jogos, em agosto.

O Complexo Esportivo foi construído pelo Governo Federal para o Pan de 2007 e chegou a receber eventos de médio porte como etapas das Copas do Mundo de Pentatlo Moderno e Hóquei sobre a Grama, além de eventos nacionais e continentais. Deodoro também foi a sede principal dos Jogos Mundiais Militares, em 2011.

O local já conta com estruturas fixas de tiro esportivo, hipismo e hóquei sobre grama, além de uma piscina onde será disputada a prova de natação do pentatlo moderno. Esses locais precisam ser adaptados para os Jogos do Rio, com construção de arquibancadas, vestiários (hóquei) e alojamento para tratadores e veterinários (hipismo). O Centro de Tiro, por exemplo, deveria receber uma etapa de Copa do Mundo este ano, mas a estrutura não daria conta.

A pista de ciclismo BMX e o circuito de canoagem slalom, que vão ser construídos, serão permanentes e farão parte do futuro Parque Radical, um dos prometidos legados dos Jogos para a cidade. A Arena Deodoro (que receberá a esgrima do pentatlo moderno e as preliminares do basquete feminino) também será permanente, mas sua capacidade será de 5 mil pessoas na Olimpíada. Depois, será reduzida para R$ 2 mil, para diminuir os custos de manutenção.

O setor norte de Deodoro também terá uma pista de mountain bike e uma arena que receberá jogos de rúgbi sevens e a parte final do pentatlo moderno, o combinado de tiro e corrida, mas ambas serão provisórias. Até agosto começam as obras da região Sul, que contempla o Centro Nacional de Hipismo. A responsável é a IBEG Engenharia, com proposta no valor de R$ 157 milhões.

Além da construção e reforma das instalações, os contratos das duas regiões preveem 10 meses de operação e, após os Jogos, seis meses para desmontagem das estruturas temporárias e adequações das arenas permanentes.