O Paraná Clube tem um desempenho, até aqui, apenas mediano. Com 27 pontos, ocupa a 11.ª posição e está distante do G4 (9 pontos). Os números do Tricolor justificam a campanha irregular e que coloca em risco o sonho do acesso. Para atingir sua meta, recolocando o clube na elite nacional, o técnico Ricardinho sabe que é necessário um segundo turno “perfeito”, muito acima daquilo que foi produzido até aqui. Na prática, a partir de amanhã o Paraná deve buscar um desempenho superior ao apresentado pelo Criciúma, vice-líder.

O ritmo forte do pelotão de frente deve, nesta temporada, nivelar “por cima” a pontuação mínima para o acesso. Projetando 65 como o “número mágico”, o Tricolor teria que somar mais 38 pontos, ou seja, um aproveitamento de 70,4% a partir do duelo com o Goiás, amanhã, às 16h, no Durival Britto. Uma meta possível, na avaliação de Ricardinho, desde que o time consiga resgatar aquilo que fez em boa parte do 1.º turno. Só que além de um bom futebol, o Paraná terá que melhorar sua “pegada” e garantir um maior poder de fogo.

Mesmo tendo somente 27 gols – é a 8.ª melhor artilharia – o Paraná é, curiosamente, o time que mais finaliza na direção do gol (média de quase 7 arremates/jogo). É, também, o 4.º colocado no quesito finalizações erradas. Por aí, é possível se ter a noção de que o time de Ricardinho mostra uma vocação ofensiva, sempre pressionando os adversários. Como também lidera em passes certos (315 por jogo), nota-se que o grupo assimilou a proposta de Ricardinho, que sempre idealizou um time “que gosta da bola”. A posse do Tricolor, na Série B, é superior a 55%.

Porém, há também números ruins e que precisam ser corrigidos, sob o risco do Paraná seguir mais uma temporada “na fila”. O Tricolor é o pior no item desarme, não chegando aos 17 por jogo. É também um time que comete poucas faltas, menos de 18 por jogo. Números perigosos para a disputa de uma Série B, marcada essencialmente pelo poder de marcação, onde “jogar bonito” é quase um mito. Por conta disso, Ricardinho enalteceu sobremaneira a postura da sua equipe frente ao Guarani, onde o Paraná soube marcar atrás da linha da bola e impedir as ações do adversário.

Essa, aliás, deverá ser a tônica do Tricolor neste returno. Um time mais compacto, mas sem perder a característica ofensiva, inerente à grande parte do atual elenco. Na busca por este fiel da balança, Ricardinho espera ver em ação um time criativo, mas sólido. Características que terão que valer para jogos em casa ou fora, já que o desafio declarado do treinador é fazer com que, no returno, o Paraná seja um time menos caseiro. Mas, é claro, sem perder a força na Vila Capanema.