Em uma declaração que pode ser encarada como uma mudança do discurso que vinha sendo adotado, o chefe da Red Bull, Christian Horner, disse nesta sexta-feira que a equipe vai continuar correndo na Fórmula 1 no próximo ano e indicou que isso pode ocorrer até mesmo com a continuidade do uso dos motores da Renault.

A relação entre a equipe dona de quatro títulos do Mundial de Construtores e a Renault se deteriorou neste ano, com a Red Bull vivendo a sua primeira temporada sem vitórias desde 2008.

Sem um fornecedor de motores confirmado para a próxima temporada, o trabalho de desenvolvimento do novo carro da Red Bull se torna complicado e o proprietário da equipe ameaçou sair do esporte se não tiver um propulsor competitivo no próximo ano.

Questionado nesta sexta-feira se continuar com a Renault fosse possível, Horner disse que “tudo está aberto”. Quanto uma possível saída do esporte, ele disse que “esperançosamente esse não será o caso”.

Horner realizou duas longas reuniões nesta sexta-feira com o chefe comercial da Fórmula 1, Bernie Ecclestone, sendo que a primeira também teve a participação de Helmut Marko, consultor da Red Bull e conselheiro de Dietrich Mateschitz, proprietário da equipe.

Ecclestone disse estar confiante de que a Red Bull seguirá correndo em 2016 e que “tudo está resolvido agora”, se referindo ao imbróglio do motor, embora tenha se recusado a especificar que solução teria sido encontrada.

A Red Bull e a Toro Rosso, que também tem Mateschitz como seu proprietário, chegaram a ser associadas com um acordo para usar motores Ferrari. No entanto, a publicação alemã Auto Motor und Sport afirma nesta sexta-feira que a Ferrari só estaria disposta a ser fornecedora da Toro Rosso. Se a Ferrari fechar acordos com Red Bull e Toro Rosso, iria ceder motores para cinco das 11 equipes do grid na próxima temporada.

Chefe de engenharia da Red Bull, Paul Monaghan disse que a incerteza sobre o motor estava começando a afetar as chances da equipe no próximo ano. Novos atrasos poderiam atrasar o ciclo de desenvolvimento da Red Bull, fazendo a equipe perder parte dos testes de pré-temporada.

“No momento, isso vai ser apertado, mas vamos fazê-lo”, disse. “É errado dizer que qualquer um que participasse do primeiro teste teria automaticamente um benefício sobre nós. Sim, eles poderiam ter, mas poderíamos lidar com isso”, completou.