Rafael Moura está no CT do Caju para estrear com pé direito

Na vitória contra o Santos, Roberto Fernandes promoveu a estréia de dois jogadores: o meia paraguaio Julio dos Santos e o atacante Joãozinho. E outros três atletas estão sendo preparados para, a partir de agosto, disputar um lugar entre os titulares e dar mais qualidade ao elenco. São eles o meia Kelly, o volante e recém-contratado Fernando e o atacante Rafael Moura, o He-Man, que teve boas passagens pelo Paysandu e Corinthians.

Treinando desde a semana passada como jogador do Atlético, Rafael assinou contrato por dois anos e acredita que esse mês de preparação pelo qual vai passar até a definitiva liberação para estrear – Moura vem de uma transferência internacional do Lorient (França) –  será muito benéfico. ?Vou conhecer o grupo e o estilo do treinador e tenho um mês para me preparar física e psicologicamente para quando entrar ajudar o grupo?, destacou. O último jogo do atacante aconteceu em 17 de maio, válido pela rodada de encerramento do futebol francês.

Moura chega para brigar pela posição de centroavante que hoje é ocupada por Marcelo Ramos e que tem como substituto Pedro Oldoni, que deverá ser negociado. Sobre a sua rápida passagem pelo futebol europeu, mais especificamente na França, o atacante contou que sofreu com a perseguição do técnico e por isso não teve muitas oportunidades.

Paraná-Online – Você chega para solucionar o problema da camisa 9 no Atlético?

Rafael Moura – Eu não sou solução pra nada. Quando entrar em campo vou tentar fazer o meu melhor. Vou ficar um mês treinando e preciso de ritmo de jogo. Com calma e apoio de todos, acho que posso voltar a ser aquele Rafael Moura, artilheiro (…) É um desafio se tratando da minha posição. Centroavante é uma posição carente hoje no Brasil. No Atlético há grandes nomes também, respeito todos eles, mas vou procurar fazer o melhor e ser titular da equipe. Mas o centroavante não joga sozinho. Ele não pega a bola com o goleiro e vai fazer o gol, depende de seus companheiros. O conjunto se acertando, a bola começa a entrar.

Paraná-Online – O que deu errado na França para você não permanecer no futebol europeu?

RM – Não foi o clube, não foi a língua. Foi uma questão pessoal do treinador. Há vários exemplos de jogadores de qualidade que vão e voltam rapidamente ou trocam de equipe por lá. No meu caso, resolvi voltar. O treinador (no Lorient) disse que eu tinha potencial para jogar em qualquer outra equipe, mas na equipe dele eu não jogaria. E falou isso na minha cara. Então não é demérito nenhum a minha volta. Estou no Atlético que tem uma grande estrutura e grandes jogadores. E também pessoas que têm um carinho muito grande por mim. Mas meu sonho é voltar um dia pra um clube maior da Europa.

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