A Costa Rica será franco-atiradora diante da Holanda nas quartas de final da Copa do Mundo, mas ao passar pela Grécia neste domingo, quando levou a melhor nos pênaltis após empate por 1 a 1 no tempo normal e 0 a 0 na prorrogação, o país já garantiu o melhor Mundial da sua história. A seleção costarriquenha, porém, segue não se dando por satisfeita e garante estar pronta para surpreender novamente, assim como já aconteceu na primeira fase da competição, na qual terminou na liderança de um grupo que contava com Itália, Inglaterra e Uruguai.

“Passamos anos ouvindo falar da equipe de 90 (ano em que a Costa Rica foi às oitavas de final da Copa na Itália). Muitos jovens não viveram isso, mas agora estamos criando novas memórias para eles”, disse o volante Borges, após a sofrida classificação diante da Grécia, na Arena Pernambuco, em Recife. Em seguida, o jogador projetou: “Temos igualado a história e agora queremos ser imortais, seguir derrubando mitos”.

Borges foi o primeiro batedor costarriquenho nas disputas de pênaltis deste domingo e foi feliz ao converter a sua cobrança. E o zagueiro Umaña, autor da batida que decretou a classificação, foi além ao dizer que sonhou que decidiria a sorte do seu país. “Na última noite, eu sonhei com isso. Pode parecer falso, mas estava relaxado (na hora da penalidade) porque sonhei com isso. Eu sonhei com isso, mas não disse para ninguém. Eu me senti muito confiante”, garantiu.

O defensor ainda aproveitou a heroica e histórica classificação às quartas de final para lembrar de jogadores que não puderam estar presentes na Copa, mas fizeram parte do processo que levou a Costa Rica ao Mundial do Brasil. “Isso é para minha família. Isso é para os colegas que se machucaram antes de virem para cá. Eles não estão com a gente, mas eles deram a nós uma mão dentro de campo”, completou Umaña, se referindo à energia positiva que os companheiros enviaram ao time nacional.