A derrota para a Bósnia por 3 a 1 deve ter sido a última do Irã sob o comando do português Carlos Queiroz. Em sua entrevista após a partida desta quarta-feira na Fonte Nova, o técnico disse ter esperado quase um ano por uma resposta da federação local, mas não teve nenhum aceno sobre sua continuidade no cargo.

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Queiroz já havia falado que não continuaria na seleção iraniana, mas voltou a tocar no assunto quando foi questionado na entrevista após o jogo com a Bósnia. Ao falar sobre sua situação com a equipe, ele chegou a citar a relação como um “casamento” e agradeceu o período em que morou no Oriente Médio.

“Não recebi nenhuma proposta concreta. Dessa forma, foi uma honra trabalhar com o Irã, com os jogadores e suas pessoas. Eu me apaixonei pelo Irã, mas não há casamento sem que uma das partes queiram. Nesses 11 meses eu apenas esperei. E, em determinado momento, fui forçado a tomar uma decisão. Só posso agradecer e dizer que terei os jogadores, o país e as pessoas no meu coração”, afirmou Queiroz.

O treinador ainda fez um balanço de seu período à frente da seleção e criticou duramente o calendário asiático, que, a seu ver, é prejudicado pela tentativa de imitar o que se faz na Europa. Apesar das críticas, ele se diz satisfeito com o trabalho desenvolvido.

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“Quando você termina um trabalho, termina sem arrependimentos ou culpas. Fizemos o que era possível, lutamos até o limite em todos os treinos e jogos. Esses atletas tiveram uma grande atitude em todos os momentos, e eu digo ao país que eles devem se orgulhar desse grupo. Vi jogadores mortos no campo, mas lutando e atacando mesmo sem forças”, disse Queiroz.

Após disputar a Copa do Mundo com o Irã, especula-se que o destino do treinador português será a África do Sul, onde ele já trabalhou entre 2000 e 2002.

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