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De Letra

Provocações esquentam clima no paulista

  • Por Agência Estado

Um São Paulo carente de títulos ou um Corinthians motivado pela ótima vitória sobre o rival Palmeiras? A final do campeonato paulista, que começará a ser disputada no domingo, promete emoções e, antes mesmo de a bola rolar, já incita provocações dos dois lados. O time do Morumbi jogará com a vantagem de dois empates, mas, mesmo assim, não pode ser considerado favorito. A força corintiana nas decisões sempre pesa muito.

Que o diga o torcedor são-paulino, que guarda más recordações dos confrontos com o adversário de Parque São Jorge no ano passado. O São Paulo perdeu o título do Torneio Rio-São Paulo justamente para o Corinthians, poucas semanas depois de ter sido eliminado pelo mesmo oponente nas semifinais da Copa do Brasil. Os dois insucessos seguidos custaram o emprego do técnico Nelsinho Baptista.

Para o São Paulo, a vitória é questão de honra e os dirigentes não escondem isso de ninguém. Um tropeço comprometerá o futuro de Oswaldo de Oliveira, que, apesar de ter levado a equipe à final da competição, continua tendo considerável rejeição. Os cartolas não admitem o vice, pois acreditam ter montado o time mais forte do Brasil.

Do outro lado, uma derrota não deverá trazer grandes conseqüências. Afinal, a prioridade dos corintianos é a Taça Libertadores da América. E o time ainda guarda alguns créditos após a excelente temporada em 2002 ganhou a Copa do Brasil, o Rio-São Paulo e foi vice no brasileiro , ao contrário dos são-paulinos, que não conquistaram nenhum título relevante, apesar dos altos investimentos.

Os discursos polêmicos dos dirigentes já fazem parte do contexto do clássico. Na sexta-feira, o diretor de futebol do São Paulo, Carlos Augusto de Barros e Silva, deu a primeira cutucada, ao dizer que o vencedor de Corinthians x Palmeiras, no sábado, seria o vice-campeão paulista. Suas afirmações não repercutiram bem no Parque São Jorge e foram prontamente rebatidas pelo vice-presidente de futebol Antonio Roque Citadini. “Ele tropeça nas declarações.” Citadini não se cansa de dizer que o São Paulo é supervalorizado pela imprensa e que não “está com essa bola toda.”

Antes do confronto com o Palmeiras, a diretoria tricolor ofereceu ao Corinthians o vestiário principal do Morumbi, que é usado pelo São Paulo. A retribuição da gentileza foi uma provocação. “Ah, esse vestiário não dá sorte, faz tempo que o São Paulo não ganha um título”, disse Citadini. E o Corinthians recusou a oferta.

Quatro estão livre do inferno

AE

A terceira rodada da repescagem do campeonato paulista serviu para alguns clubes se livrarem do rebaixamento. Quatro clubes Mogi Mirim, Marília, Ponte Preta e União São João chegaram aos sete pontos e têm chances mínimas de cair. A Internacional continua na última posição, sem somar pontos, enquanto Portuguesa, Paulista e Juventus só têm um ponto e estão seriamente ameaçados.

O último colocado, independentemente de grupo, será rebaixado para a série A2. O penúltimo colocado vai disputar, em dois jogos, com o vice-campeão da série A2, a sua permanência na elite do futebol paulista.

A Portuguesa perdeu no Canindé para o União São João por 2 a 1. A Lusa só tem um ponto, contra sete do União. Em Campinas, a Ponte Preta venceu a Inter por 2 a 0. A Ponte tem sete pontos, enquanto a Inter continua sem somar. Em Itu, o Ituano empatou com o Botafogo em 1 a 1. O Ituano tem cinco pontos, um a mais que o Botafogo. O Mogi Mirim venceu o Rio Branco por 3 a 0 e chegou aos sete pontos, enquanto o Rio Branco permanece com três. O Marília derrotou o Paulista, por 2 a 1 e está com sete pontos, enquanto o Paulista segue com apenas um ponto.

Na Rua Javari, o Juventus perdeu por 3 a 1 para o América. O Juventus, quase rebaixado, só tem um ponto. O América, com seis pontos, está quase livre deste vexame.

Finalistas têm jogos no meio de semana

AE

A badalada final do campeonato paulista sai da pauta de Corinthians e São Paulo nos próximos dias. A preocupação de ambos é com os confrontos do meio de semana por outras competições. Os corintianos recebem, amanhã, o The Strongest, da Bolívia, pela Libertadores da América, e os são-paulinos enfrentam, na quarta-feira, o São Raimundo, no Morumbi, pela Copa do Brasil.

Os jogos são de vital importância para os paulistas. O Corinthians, líder do Grupo 8 da Libertadores, com 6 pontos, praticamente garantirá a classificação às oitavas-de-final da competição continental caso derrote os bolivianos, em partida que está marcada para as 19h10, no Pacaembu.

A missão do São Paulo não é das mais fáceis. O time do técnico Oswaldo de Oliveira precisa vencer o São Raimundo por três gols de diferença para alcançar a segunda fase da Copa do Brasil. No jogo de ida, em Manaus, o time perdeu por 2 a 0.

Motivação extra

A vitória sobre o Palmeiras por 4 a 2 no sábado, deixou o ambiente corintiano ainda melhor. Tanto que ninguém reclamou de ter de se reapresentar em plena manhã de domingo.

Para o confronto diante do The Strongest, o técnico Geninho poderá contar com o retorno do volante Fabinho.

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