O mau tempo e as fortes chuvas que tomaram conta de Curitiba no final de semana, principalmente na hora do almoço de ontem, impediram que o protesto organizado pela torcida do Atlético contra a má fase do time tivesse sucesso. Apesar de 970 pessoas terem confirmado presença no evento através do Facebook, cerca de apenas 15 atleticanos estiveram em frente à Arena da Baixada entre 12h e 13h, horário marcado para o início do protesto.

Os poucos que se aventuraram a ir ao local viram frustrados os seus objetivos, justamente por conta da chuva, que impedia que os cartazes fossem colados em volta do estádio.

Por volta das 14h, os organizadores do protesto já estavam em frente à Vila Capanema, aguardando a chegada da delegação do Furacão. Quando o ônibus chegou e estava entrando no estádio, aproximadamente 30 torcedores, aos gritos de raça e vergonha para o elenco, exibiram as faixas com os dizeres “Vergonha” e “Ingresso caro, contas em dia, futebol em atraso”. “O Atlético não tem um dono, e sim torcedores, que querem ser ouvidos. Estamos com medo de mais uma vez brigar pelas últimas colocações”, reclamou Roni Rodrigues, um dos organizadores do protesto.

As principais reclamações dos torcedores são em cima das promessas feitas por Mário Celso Petraglia quando foi candidato – e eleito – presidente do Rubro-Negro, em dezembro de 2011, mas que até agora não foram cumpridas. Entre elas, estão a formação de times campeões e a conclusão da Arena até março de 2013. Além disso, reclamaram também da ditadura imposta por Petraglia dentro do clube. No apito final do árbitro, após o empate com o Corinthians, pôde-se ouvir na Vila Capanema alguns gritos pedindo reforços e também xingamentos destinados ao presidente atleticano.