A promotoria do Paraguai pediu que a Justiça lhe conceda mais tempo para analisar o pedido de extradição apresentado em um documento de 423 páginas do Departamento de Justiça dos Estados Unidos contra Nicolás Leoz, ex-presidente da Conmebol e ex-membro do Comitê Executivo da Fifa. Leoz, de 86 anos, esta em prisão preventiva na sua residência em Assunção, desde 1º de junho, à espera de uma resolução sobre a sua situação jurídica.

Gustavo Fretes, porta-voz do Ministério Público, disse à agência de notícias Associated Press que o promotor de delitos econômicos e anticorrupção, Federico Espinoza, “solicitou ao juiz de garantias Humberto Otazú a ampliação do prazo para dar o seu parecer”.

Ele acrescentou que o prazo para apresentar um parecer se encerra nesta quarta-feira e não há condições de ser cumprido. “É impossível que o Ministério Público possa ler 423 páginas em três dias, além disso, deve estudar a legislação paraguaia e norte-americana sobre supostas infrações, acordo de extradição e escrever a decisão em espanhol e depois pedir a tradução para o inglês”.

Leoz foi acusado pelas autoridades norte-americanas de subornos, participação em crime organizado e outros crimes relacionados com a venda de direitos de transmissão de torneios. Ele presidiu a Conmebol entre maio de 1986 e abril de 2013.