O futebol brasileiro amanheceu de luto. Jovem criado na base do Avaí e considerado uma das grandes promessas do clube, o volante Renanzinho morreu nesta quinta-feira, aos 20 anos, após não resistir a complicações causadas por um tumor no cérebro. Ele era irmão de Luanzinho, outra revelação do time catarinense e um de seus principais destaques no último Campeonato Brasileiro.

“Um momento de muita tristeza para todos nós da família avaiana. Acompanhamos muito de perto a carreira deste atleta. Sua morte abre uma lacuna no atual momento do clube. Queremos nos solidarizar com todos os seus familiares, que foram e continuarão sendo amparados por todos nós”, lamentou o presidente do Avaí, Francisco José Battistotti.

Renanzinho se destacou na base do Avaí e estreou pelo time principal em 2015, ainda com 17 anos. Mesmo com a pouca idade, conquistou seu espaço na equipe e atuou em 32 partidas com a camisa do clube entre a segunda metade daquele ano e o início de 2016, marcando um gol.

O atleta passou a reclamar de fortes dores de cabeça no fim de 2015 e teve o câncer detectado no início do ano seguinte. Imediatamente, foi afastado do elenco e não mais atuou profissionalmente. Foram duas cirurgias para retirada de partes do tumor e impedir que ele afetasse funções motoras e respiratórias, mas o quadro se agravou recentemente e o atleta foi internado há duas semanas.

Renanzinho sempre foi exaltado nas entrevistas pelo irmão, que o colocava como exemplo a ser seguido. A morte do volante aconteceu somente um dia depois da festa de formatura de Luanzinho no ensino médio, na última quarta. Há seis dias, o jovem de 17 homenageou o irmão mais velho nas redes sociais. “Você sempre será o melhor. Te amo”, escreveu.

Imediatamente após o anúncio da morte por parte do Avaí, diversos clubes brasileiros manifestaram solidariedade através das redes sociais. Renanzinho seria velado ainda na tarde desta quinta no auditório da Ressacada. O enterro está marcado para esta sexta-feira pela manhã, no Cemitério Jardim da Paz.