Projeto da Liga de Remo corre risco de paralisação

Falta pouco para que um projeto social que atende menores carentes e portadores de deficiência seja bruscamente interrompido. Mas falta pouco para que este projeto possa seguir sem problemas em 2007.

A Liga de Remo do Estado do Paraná (Remopar) espera o auxílio da Prefeitura Municipal de Curitiba para a utilização de espaços públicos no Parque Náutico (no bairro do Boqueirão) para recolher barcos e equipamentos que estão a céu aberto. A exposição torna os barcos alvos fáceis para o vandalismo, e isso ameaça o projeto Remando Para Vencer.

Apenas no ano passado, a Remopar trabalhou com centenas de crianças das regiões pobres da zona sul de Curitiba e ainda preparou cadeirantes e deficientes visuais para competições no Brasil e no exterior. Para as crianças, além do treinamento de remo, havia um reforço escolar e alimentar – isto porque os jovens ficavam no Parque Náutico durante o contra-turno (o período em que eles não estavam na escola).

Para os atletas, o incentivo vinha dos treinos e da possibilidade de participação em competições – apesar das desavenças entre a Remopar e a Federação Paranaense de Remo (FPR) impedirem a participação de alguns deles em seleções estaduais e nacionais. Mesmo assim, os paraatletas conseguiram bons resultados.

Só que esta resposta nas raias pode parar pelo caminho. Os barcos estão expostos, sofrendo com as chuvas e com o vento – a Remopar diz que a FPR permitiria apenas o recolhimento dos barcos de seus sócios no Parque Náutico. A Liga espera que a Prefeitura faça a intermediação e libere os barracões. Sem os barcos, fica totalmente inviável a continuidade dos projetos sociais e de rendimento.

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