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Programa contribui para a inserção social de crianças

  • Por Ricardo Brejinski

Em meio à regular campanha do Brasil nas Olimpíadas de Londres e os preparativos para a maior competição esportiva do mundo daqui quatro anos no país, a Petrobras anunciou, na última terça-feira, no Rio de Janeiro, cidade-sede dos Jogos em 2016, os projetos contemplados pelo programa Petrobras Esporte & Cidadania, uma iniciativa que apoia o desenvolvimento social através do esporte e distribuirá durante os próximos dois anos R$ 30 milhões aos institutos. Estiveram presentes, entre outros, a presidente da Petrobras, Maria das Graças Silva Foster, o Ministro dos Esportes, Aldo Rebelo, e a ex-jogadora de vôlei e agora presidente do Instituto Esporte & Educação, Ana Moser.

No total, 892 iniciativas se inscreveram, mas apenas 32 serão beneficiadas. Das 22 do Paraná que fizeram a inscrição e foram validadas, somente o Instituto Gerar, de Curitiba, será contemplado, com aproximadamente R$ 1 milhão. O objetivo será trabalhar com 120 jovens, voltado ao remo, que será realizado no Parque Iguaçu, e ao basquete. “O investimento é muito importante para nós. Queremos trabalhar com 120 jovens no contraturno escolar, ensinando, além do remo e do basquete, questões educacionais e psicomotrocidades”, explicou Francisco Essert, superintendente da Gerar.

O instituto, criado em 2003, é uma OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público), que trabalha com dois mil jovens, espalhados por várias cidades do Paraná e alguns municípios em Santa Catarina. “Já temos atuações em Curitiba e em sub-sedes em Foz, Cascavel, Guarapuava, Ponta Grossa, Londrina e em alguns municípios de Santa Catarina, onde atuamos com outros projetos”, acrescentou Essert.

Exemplo

O programa Petrobras Esporte & Cidadania foi criado em outubro de 2010, com uma parceria com o Ministério do Esporte, e tem como objetivo destinar, até 2014, cerca de R$ 265 milhões em recursos para quatro diferentes segmentos do esporte: educacional, de rendimento (boxe, esgrima, levantamento de peso, taekwondo e remo), de participação e memória do esporte. “É muito mais barato investir no esporte do que na saúde. Construir quadras ao invés de hospitais”, declarou Aldo Rebelo.

O projeto busca, por meio do esporte, incentivar a inserção social de crianças e adolescentes, algo fundamental para que uma instituição possa ser escolhida para ser contemplada. “Todos os projetos voltados ao esporte educacional têm que ter a inclusão social, a autonomia, a diversidade. Ele não é um segmento voltado ao esporte de resultado, mas sim a inserção social”, disse Rosane Aguiar, gerente de investimentos sociais da Petrobras, garantindo que o foco não é encontrar futuros atletas olímpicos.

Além disso, existem critérios para que as iniciativas façam parte do processo de seleção pública. Primeiro, a inscrição tem que ser validada, depois passa por uma aprovação da comissão de seleção e de avaliação técnica, até chegar ao conselho deliberativo. “Nós temos alguns critérios para esta seleção. Tem que ser sem fins lucrativos, já ter registro no conselho da criança ou do esporte, com funcionamento há pelo menos um ano”, acrescentou Rosane.

A região que mais obteve selecionados foi o Sudeste, com 12 entidades (6 do Rio de Janeiro, 3 de São Paulo e 3 de Minas gerais). O Nordeste, com oito, vem na sequência.

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