São Paulo – A demissão de Daniel Passarella, além de criar um problema financeiro para o Corinthians – o clube e a MSI negociam o pagamento dos R$ 3,5 milhões ao argentino pelo rompimento contratual – transferiu a pressão do banco de reservas para dentro de campo: a começar pelo duelo contra o Atlético, amanhã, a culpa pelos maus resultados recairá sobre os jogadores. ?Procuramos fazer nossa parte, mas agora a responsabilidade pelas vitórias é nossa?, disse o zagueiro Betão.

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Até a goleada sofrida para o São Paulo, torcedores e dirigentes apontavam Passarella como pivô da série de derrotas. E o próprio argentino, por diversas vezes, chamou para si a culpa pelo mau rendimento do time. ?Com a mudança na comissão técnica, haverá maior motivação, mas a pressão também vai aumentar?, prevê o atacante Gil.

O zagueiro Ânderson aceita a pressão vinda das arquibancadas e entende que só o elenco pode reverter a situação difícil no Brasileiro. ?Precisamos estar unidos e concentrados para vencermos o Atlético e começarmos a reagir?, comentou o capitão. ?No Corinthians, a pressão sempre foi forte.?

Tática

Para conquistar o primeiro triunfo no Brasileiro, o técnico interino Márcio Bittencourt confirmou no treino de ontem à tarde, em Curitiba, que mandará a campo um esquema mais ofensivo, com dois zagueiros, Anderson e Betão, e quatro jogadores no meio-campo. Carlos Alberto e Gustavo Nery se encarregarão de armar os lances ofensivos.

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Apesar do desfalque de Roger, lesionado, Márcio não teme queda de produção de Tevez. ?Ele continua com liberdade para atacar?, disse. ?Além disso, temos jogadores de qualidade, como o Wendell, que o ajudarão a chegar ao gol.? Sebá também está fora do jogo. O argentino ficou em São Paulo para trabalhos de fortalecimento muscular.

Passarella

Daniel Passarella reforçou sua equipe de advogados – que já tinha Iran Aires Monteiro e Mario Vaisman – com o compatriota Daniel Crespo para receber tudo o que tem direito pelo contrato assinado até o fim do ano. A insistência para receber os R$ 3,5 milhões indica que Passarella não aceitará o cargo de diretor internacional da MSI, alternativa para que os dirigentes não paguem a multa rescisória.

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