O presidente do Valencia, Amadeo Salvo, anunciou nesta quarta-feira que está deixando o cargo. O dirigente alegou problemas pessoais e confirmou a renúncia, que já vinha sendo especulada pela imprensa europeia. Ao seu lado, também saíram o diretor-geral Francisco Joaquín Pérez Rufete e o auxiliar-técnico Fabián Ayala.

De acordo com Amadeo Salvo, a decisão foi motivada por conta do estado de saúde de seu pai, que luta contra um câncer. “Foi por conta de razões pessoais e familiares. É um dia muito difícil para mim”, disse o dirigente, que estava no cargo desde junho de 2013 e fez questão de exaltar seu período no comando.

“Há dois anos, o clube estava definitivamente pior que agora, em declive, e hoje o clube está pujante e voltou a sonhar. Agora, o Valencia está em boas mãos e tem grande futuro. Peço aos torcedores que apoiem sempre a equipe. Eu o farei a partir de agora nas arquibancadas, como fazia antes de ser presidente.”

Apesar da justificativa de Salvo, o real motivo de sua saída seria os constantes desentendimentos com o dono do clube, Peter Lim. A gota d’água teria sido o imbróglio na contratação do brasileiro Rodrigo Caio, que acabou sendo cancelada após as partes já terem chegado a um acordo.

Sem Amadeo Salvo, quem assumirá o cargo interinamente é a presidente do conselho de administração, Lay Hoon Chan, braço direito de Peter Lim. “Amadeo foi um líder para todo o clube e um apoio de grande valor para nós do conselho e Peter Lim. Apreciamos muito sua contribuição. Entendemos completamente sua necessidade de voltar-se para o caso familiar e nesse complicado momento respeitamos sua decisão”, disse ela.