Atenas – Enquanto Atenas se prepara para mais um teste do sistema de segurança, de amanhã a domingo, o presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Jacques Rogge reconhece que os Jogos de 2004 “serão os mais arriscados da história em matéria de eventuais ataques terroristas, ainda mais imprevisíveis por não estarem relacionados a ideologias políticas, como em Munique e Seul, ou à Guerra Fria, como em Moscou”. Por isso mesmo, o dirigente não está poupando esforços. “Todo o possível está sendo feito para garantir a integridade de atletas e visitantes.”

Em entrevista ao jornal Le Matin, Rogge lembrou que as medidas de segurança das Olimpíadas de Inverno de Salt Lake City, em 2002, primeiro evento do COI depois dos atentados de 11 de setembro, consideradas “extremas” até pelo governo americano serão ainda mais rígidas na Grécia. O Manual de Segurança dos Jogos, revelou o presidente do COI, prevê mais de cem situações de risco, com o procedimento a tomar em cada uma delas.

Ontem, o ministro grego da Ordem Pública, Giorgios Voulgarakis, reuniu-se com os responsáveis pelo planejamento da segurança de ministros de Estado a altos oficiais da polícia e das Forças Armadas. Em pauta, as manobras que terão lugar em Atenas a partir de quinta, envolvendo 13.500 homens e forças americanas. Ao fim do encontro, anunciou o crescimento do efetivo envolvido na proteção dos Jogos, de 50 mil para 70 mil homens, e os gastos com a segurança, já em US$ 1,2 bilhão, podem aumentar ainda mais.

O ministro, porém, evitou relacionar os 20 mil homens a mais à explosão de três bombas, no dia 5, do lado de fora de uma delegacia de polícia em Atenas.