O presidente da Federação Paranaense de Remo (FPR), Edson Pereira Ache Júnior, explicou ter instalado, por razões de segurança, a grade de proteção no Parque Náutico Iguaçu, no bairro Boqueirão, em Curitiba. O aparato gerou protestos da Liga de Remo do Paraná, entidade paralela ligada ao esporte.

Segundo Ache, vários objetos, incluindo três motores de popa, foram furtados das duas garagens reservadas à FPR no Boqueirão. Para evitar novos transtornos, Ache mandou cercar as garagens com uma grade metálica, separando-as do espaço destinado exclusivamente à Liga desde outubro de 2007.

“A grade evitou ainda que banhistas usassem a rampa para saltar. Há cavas e o lago é perigoso naquela região”, falou Ache. A Liga de Remo reclamou porque a grade impediu acesso ao trapiche-ancoradouro principal, usado, segundo a entidade, também por atletas portadores de necessidades especiais.

Mas, para Ache, as reclamações da entidade dissidente têm razões políticas. “Nossa rampa sequer se presta ao cadeirante. Além disso, para a prática do esporte adaptado é necessário cuidador, classificador, técnico especializado, e nada disso é utilizado lá”, falou.

“A Federação não impede ninguém de fazer esporte. A Prefeitura de Curitiba está construindo uma rampa (trapiche) nova para a Liga, não há motivo nenhum para polêmica”, concluiu Ache.