O técnico da França, Didier Deschamps, reconhece que a sua equipe esteve longe de apresentar um grande futebol nas oitavas de final contra a Nigéria e, por isso, diz que, para passar pela Alemanha nesta sexta-feira, no Maracanã, será preciso jogar muito mais. Ele, no entanto, não quer que a seleção francesa apresente nada de novo nas quartas de final da Copa do Mundo. Para o treinador, o que a França precisa é aperfeiçoar o desempenho dos jogos anteriores.

“Precisamos continuar fazendo o que vínhamos fazendo até aqui, mas melhorar em todos os níveis”, admitiu o treinador francês nesta quinta-feira, durante entrevista coletiva no Maracanã.

Apesar de a Alemanha ter começado a Copa na lista de favoritas ao título e muitas pessoas não acreditarem na França, Deschamps prevê uma partida equilibrada nesta sexta-feira. Na sua avaliação, as duas equipes jogam de maneira semelhantes. “O esquema tático de França e Alemanha é o mesmo, mas cada seleção tem jogadores com características diferentes. O perfil dos jogadores faz com que a movimentação defensiva e ofensiva de cada equipe seja um pouco diferente”, avaliou.

Mesmo diante da rivalidade histórica entre os dois países e da importância do confronto desta sexta-feira, Deschamps garante que os seus jogadores estão tranquilos. “Não há razão para estarmos tensos. Vamos enfrentar um rival sólido e experiente, mas não há motivo para tensão. Os jogadores não estão sob pressão”, avisou.

O treinador não revelou a escalação, mas ele deve abandonar o esquema com dois centroavantes. Assim, Giroud deve ceder lugar para Griezmann. A equipe, então, passaria a jogar com dois pontas (Griezmann pela esquerda e Valbuena pela direita) e Benzema centralizado. Foi assim que o time marcou dois gols em 12 minutos contra a Nigéria.

Apesar de Giroud ter ido muito bem na goleada por 5 a 2 contra a Suíça na primeira fase, com o atacante em campo o time quase não criou diante dos nigerianos. Já o zagueiro Sakho, recuperado de lesão na coxa esquerda, retorna à equipe.