O apito final no confronto diante do Atlético-PR não trouxe o alívio que a torcida e os jogadores do Palmeiras esperavam. O empate por 1 a 1, domingo, no Allianz Parque, só seria suficiente se o Vitória não vencesse o Santos, em jogo que estava um pouco atrasado e seguia acontecendo na Bahia.

A partida estava empatada em 0 a 0 quando Fernando Prass, deixando o gramado, foi abordado por um repórter que lhe deu a informação errada, de um gol do Vitória. “Ele me deu o fone para acompanhar (o jogo do Vitória), mas eu não conseguia entender direito e devolvi. Logo depois, o repórter falou que foi gol do Vitória, mas vi a nossa torcida pulando. Aí perguntei e ele disse que se enganou, mas esses segundinhos foram de muita aflição”, disse o goleiro em entrevista à TV Globo.

De fato, quem havia marcado era o Santos, com Thiago Ribeiro, selando o triunfo por 1 a 0 no Barradão e a permanência palmeirense na primeira divisão. Só então, Prass pôde respirar aliviado. “O apito final foi um momento muito tenso, enquanto você tá no jogo não pode extravasar. Depois vi a torcida vibrando, abaixou a adrenalina, e consegui relaxar. A tensão acabou indo para fora”, afirmou o jogador, que chorou com o fim da partida em Salvador.

Já sem a pressão e depois da poeira abaixar, Prass pôde fazer um balanço sobre a temporada tão sofrida para o Palmeiras. “Foi um ano muito complicado, principalmente pelos resultados. Muitas lesões, problemas. Terminou de forma dramática, muito difícil. Acharam que o Atlético-PR facilitaria, mas foi o contrario, tivemos muita dificuldade. O empate poderia não servir.”