Herói da classificação do Palmeiras sobre o Fluminense, Fernando Prass só relaxou na manhã desta quinta-feira, ainda no clima de comemoração pelo triunfo que levou o time paulista à final da Copa do Brasil. Após fazer grandes defesas durante o tempo normal e pegar o pênalti batido por Gustavo Scarpa, o palmeirense demorou para cair no sono. Para lutar contra a insônia, ele assistiu ao jogo e relembrou sua trajetória pelo clube.

“Saímos do estádio uma e pouco da manhã e ainda fui jantar. Cheguei em casa quase três da manhã. Botei o pessoal (dois filhos) na cama e fui para sala ver o jogo. Assisti duas vezes e o jogo do São Paulo. Era umas sete e pouco da manhã, com o sol lá em cima, eu tentei ir dormir. Todo jogo às 22h é complicado e nesse jogo o emocional foi mais forte”, comentou o goleiro.

Prass chegou ao Palmeiras no fim de 2012, jogou a Série B e viveu toda a reformulação da equipe nesses últimos anos. Ele lembra que, quando foi contratado, ouviu críticas por causa de sua idade.

“Quando cheguei, muita gente achava um absurdo assinarem contrato de três anos com um goleiro de 35 anos. Renovei por mais dois anos agora e terei que provar que mereço. Renovei porque fiz de tudo para ficar. Abri mão de algumas coisas, que aos olhos de outras pessoas seriam melhores, porque minha família e eu tivemos a sensibilidade do que deveria ficar”, disse.

“Não vou falar de nomes (clubes interessados em seu futebol), mas botei na minha cabeça que queria ficar. Independente do tempo de contrato, chegamos em uma situação que agradou os dois lados, mas desde o começo falei que minha vontade era ficar”, afirmou o goleiro, que completa 150 jogos com a camisa do Palmeiras neste domingo, contra o Santos.