Adilson Popó já está registrado, mas
não teve seu nome no boletim de ontem.

O Coritiba levou mais um golpe do famigerado BID ontem à noite, mas a torcida pode relaxar. O Coxa não corre o risco de perder mais pontos nos tribunais. O problema desta vez apenas vai deixar o técnico Antônio Lopes com uma dor de cabeça a mais para escalar a equipe para o jogo contra a Ponte Preta, no domingo, em Campinas.

No treinamento de ontem, Lopes confirmou que se o novo contratado Adílson Popó estivesse no boletim de ontem, ele jogaria contra a Macaca. Mas isso não aconteceu e o atacante só deve ter condições de jogo contra o Galo, no outro final de semana.

A notícia foi um balde de água fria para o técnico Antônio Lopes, que se surpreendeu com a qualidade do atleta emprestado pela Adap. “Ele tem velocidade e boa movimentação. Foi uma contratação acertada”, elogiou, mesmo reconhecendo que foi inesperada, já que a intenção do clube é trazer um jogador de frente do naipe do trio-de-ouro. “Foi uma boa surpresa. Já havíamos gostado dos teipes e ele foi muito bem nos treinamentos”.

Com a impossibilidade de jogo para Adilson, Lopes poderá promover a entrada de Laércio na equipe, já que Luís Mário e Tuta dificilmente entrarão em combate contra a Ponte Preta. O jogador retornou do juniores e já está treinando no grupo principal, com “fome” de bola. “Quero voltar a marcar pelo profissional”, diz o autor de dois gols com a camisa alviverde – ele participou de nove partidas. O atacante Josafá, que ainda não balançou a rede pelo Coxa, corre por fora.

De certo mesmo, só do meio para trás. No treinamento de ontem, Lopes confirmou a entrada de Danilo na zaga e escalou o meio-de-campo defensivo com Ataliba e Márcio Egídio, sacando Pepo do time. No setor de criação, Igor será mantido, já que Lopes só o tirou de campo no último domingo por desgaste. Na movimentação de ontem, Lira foi escalado na lateral-esquerda, mas Lopes já confirmou que a vaga é de Adriano, que está fazendo um treinamento físico intensivo para finalmente estrear no Brasileirão.

A torcida coxa hoje a favor do Atlético

Parece ironia do destino. Quem um dia imaginou a nação alviverde torcendo fervorosamente pelo Atlético Paranaense? Pois é exatamente o que acontecerá hoje, a partir das 18h, quando o arqui-rival estará no banco dos réus para ser julgado pela 3.ª Comissão Disciplinar, no Caso Diego. A “figuinha” é tão forte que na noite da última segunda-feira, o vice-presidente de futebol do Coritiba, Domingos Moro, conversou com o presidente do Atlético, João Augusto Fleury e vai se fazer presente durante a sessão, na qual também será julgado o zagueiro Vágner, do Coxa, expulso no Atletiba do dia 2. “Inicialmente, iria apenas acompanhar o advogado Fernando Barrionuevo no Rio de Janeiro. Mas vou acompanhar de perto”.

O interesse, é claro, não está ligado a um acesso de compaixão de Moro ao clube presidido pelo seu ex-professor de Direito, mesmo porque foi o Coritiba quem denunciou a ausência do nome do goleiro Diego no BID especial do Rubro-Negro. O interesse é meramente condicionado: uma absolvição do Atlético, aumenta as chances de absolvição do Coritiba no julgamento de amanhã, no Superior Tribunal de Justiça. Desde o momento da citação do arqui-rival, na última segunda-feira, Moro deixou claro que o julgamento do Rubro-Negro seria o principal argumento de defesa do Alviverde. “Na nossa condenação na primeira comissão, o argumento de quatro dos cinco auditores baseou-se apenas na ausência do nome de Ataliba no BID. Se eles absolverem o Atlético, teremos um trunfo.” A confiança na absolvição do Rubro-Negro é maior do que no próprio caso do Coritiba devido a um detalhe: enquanto o Coritiba não constatou o erro da CBF no BID especial e deixou passar, o Atlético se flagrou do problema com antecedência e comunicou a CBF. “Não quero nem comentar um possível revés do Atlético. Eles serão absolvidos e nós também”, aposta Moro. O dirigente viaja amanhã às 11h da manhã e só retorna na sexta-feira, já com o veredito na mão. A esperança do dirigente é voltar com os seis pontos perdidos na primeira instância na mala.