Os atletas que estão chegando de todo o mundo à cidade de Pequim para as Olimpíadas “têm bons motivos para ficarem preocupados” com a poluição da metrópole, afirmou nesta segunda-feira o diretor para a China do grupo ambientalista Greenpeace, Lo Sze Ping, confirmando o medo surgido nos últimos dias, quando a capital ficou imersa em um forte smog.

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Sze Ping acrescentou que o ar de Pequim ainda não alcançou o nível considerado mínimo aceitável pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Caso este nível não seja alcançado em tempo até as competições, prosseguiu o responsável pelo Greenpeace, “há razões para considerar a possibilidade de adiar alguns dos eventos”.

A possibilidade de adiar ou de transferir para locais diferentes algumas das competições havia sido sondada no ano passado pelo presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Jacques Rogge.

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Em um relatório sobre política ambiental em Pequim apresentado nesta segunda-feira, o Greenpeace ressaltou como a prefeitura está se movimentando “com atraso” especialmente no “melhoramento da situação do transporte público”.

A conseqüência, prossegue o relatório, é que nos primeiros três meses de 2008 “120 mil novos carros” se juntaram aos cerca de três milhões já em circulação.

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O Greenpeace reconhece no entanto que a prefeitura de Pequim deu passos importantes e que as Olimpíadas “deixarão como herança” uma situação melhor em relação ao transporte público e à economia de energia.