O presidente da Uefa, Michel Platini, participou nesta quarta-feira (18) de um debate no Parlamento Europeu e disse que o futebol no continente corre o risco de “implodir financeiramente” se não forem tomadas medidas para reduzir os gastos dos principais clubes.

“Os clubes vêm nos informando de que nosso sistema corre o risco de implodir no médio prazo, e é por isso que planejamos limitar de alguma maneira os gastos com transferências e salários”, afirmou o dirigente francês, que visitou o parlamento justamente para expor sua ideia de criar um teto salarial para os clubes.

A medida de Platini, que ainda precisa de aprovação na Uefa, é criticada por alguns clubes e também por políticos, por supostamente ferir os princípios de livre mercado da União Europeia. “Acho que devem ter a liberdade de estabelecer as condições para as competições que organizamos”, defendeu o ex-jogador. O objetivo é criar um limite de gastos proporcional à arrecadação dos clubes, em vez de um valor absoluto.

“Nos últimos anos ouvimos dizer que o mercado não precisava de regulação, pois se ajustaria por si mesmo, mas vimos agora que isso não é verdade. O futebol é como a economia em geral”, completou Platini, admitindo sua inspiração nas ligas norte-americanas, que estabelecem tetos salariais para seus clubes. “Nossos amigos americanos sabem que o esporte precisa de equilíbrio para ser atrativo, e introduziram medidas para manter esse equilíbrio que podem ser úteis para nós”, concluiu.