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Pinheirão tem uma longa e tortuosa história

Estádio é o único do Brasil de propriedade de uma federação

  • Por Redação, Armindo H. Berri

O estádio Pinheirão, de Curitiba, é o único do Brasil de propriedade de uma federação. O projeto foi idealizado pelo engenheiro Airton Cornelsen, com a primeira proposta em 1956, para a construção de um estádio no local onde hoje está a Praça Rui Barbosa, no centro de Curitiba. Inicialmente, a capacidade seria para 180 mil torcedores, transformando-o no segundo maior do Brasil, atrás apenas do Maracanã.

A obra começou a virar realidade em 1968, quando o então prefeito Omar Sabag doou a área de 64.422 metros quadrados em frente ao Jóquei Clube, no Tarumã. As obras de drenagem do solo e construção das primeiras arquibancadas foram iniciadas em 1972, na administração do então presidente da Federação Paranaense de Futebol (FPF), José Milani, mas paralisadas no primeiro anel, devido à falta de recursos, por um período de 13 anos. A capacidade projetada agora previa 127 mil espectadores.

Coube ao presidente Onaireves Nilo Rolim de Moura, nos seus primeiros três meses à frente da FPF, em 1985, reabrir o estádio, com o jogo Paraná 1 x 3 Santa Catarina. Um ano depois, ganhou um moderno sistema de iluminação.

Ainda em 1986, o estádio recebeu o primeiro jogo internacional -Brasil 1 x 1 Chile, gols de Casagrande e Puyol – antes do embarque da seleção para a Copa do Mundo no México.

Neste mesmo ano, FPF e Atlético assinaram contrato de aluguel, pelo qual o Rubro-Negro passou a jogar no Tarumã, de onde só saiu em 1994, retornando à Baixada.

As obras do local tomaram um novo impulso em 1989, quando Moura criou o Conselho de Construção do Pinheirão, já visando sua transformação em Centro Poliesportivo.

Com a adesão de empresários, encabeçados por José Eduardo de Andrade Vieira, do Banco Bamerindus, o Pinheirão ganha as sociais, atingindo capacidade para 54 mil pessoas.

Nos anos de 1996 e 97, o estádio recebeu uma moderna pista de atletismo ao redor do campo, ao passo que as gerais da arquibancada foram transformadas em pista de ciclismo.

O contrato entre FPF e o Atlético continuou em vigor, pois o Atlético resolveu demolir o Estádio Joaquim Américo. Jogando no Pinheirão, o Atlético estabeleceu o recorde de público, no Atletiba que deu o título de campeão estadual ao Rubro-negro, em 1998: 44.475 pagantes. O jogo terminou 2 a 1 para o Rubro-Negro com gols de Dedé e Wilson, e Sandoval para o Coxa.

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6 Comentários em "Pinheirão tem uma longa e tortuosa história"


JOÃO PARANÁ
JOÃO PARANÁ
9 anos 6 meses atrás

é muito melhor um campeão olimpico, que um flanelinha aprendendendo safadeza na rua.

JOÃO PARANÁ
JOÃO PARANÁ
9 anos 6 meses atrás

seguindo o raciocínio anterior, o estado pode aproveitar aquela área, para oferecer oportunidade esportiva para crianças carentes, construir uma escola dentro do complexo, e tirar esta criançada das ruas.

JOÃO PARANÁ
JOÃO PARANÁ
9 anos 6 meses atrás

Sou contra a demolição, e a favor do aproveitamento, o governo do estado deveria assumir o pinheirão, e transforma-lo em um centro e excêlencia do esporte, a estrutura está lá, pronta basta ser bem aproveitada.

Leandro Gervasio
Leandro Gervasio
9 anos 6 meses atrás

Será que ainda tem dinheiro enterrado lá ainda??

Atléticano Sempre
Atléticano Sempre
9 anos 6 meses atrás

Aquela imagem da água escorrendo não é do Couto Pereira?? Bem parecida com as do Pinga-mijo… Como sempre o maior Publico do Estado do Furacão com o nosso mando. SRN

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