“Nunca mais quero aparecer no tribunal”. O meia Petros, do Corinthians, concedeu uma longa entrevista coletiva nesta sexta-feira no CT Joaquim Grava. O assunto principal não foi a partida deste sábado, contra o Sport, mas sim a sua punição já cumprida pelo empurrão no árbitro Raphael Claus durante clássico diante do Santos, na Vila Belmiro.

Petros disse que viveu 15 dias infernais por causa do que aconteceu e pela suspensão inicial de seis meses que poderia ter abalado sua carreira. Depois, um outro julgamento reduziu a pena para três partidas.

“Não imaginava que passaria por isso. Fui julgado como se tivesse cometido um crime”, afirmou. “Apreendi muita coisa. No futebol você tem amigos quando tudo está bem e depois quando acontece alguma coisa… Estão do seu lado só nas horas boas ou em todos os momentos?”, questionou.

Petros afirmou que não pensa em ficar rotulado pelo empurrão (ou agressão) ao árbitro Raphael Claus. Ele acredita que os outros juízes não irão “marcá-lo” pelo que aconteceu. O jogador do Corinthians disse que gostaria de ser lembrado pelas coisas boas que ele já fez nos gramados.

“Meu nome poderia estar ligado a uma convocação e de repente ficou ligado a uma agressão. Eu saí no shopping e torcedores me perguntavam: ‘Fala a verdade, você bateu ou não bateu no juiz?’ Isso é ruim. Prefiro ouvir quando falavam que o Petros desarmou até a faixa de Gaza”, disse, dando risada, já descontraído diante dos jornalistas.

Após a punição, Petros voltou ao time titular e está escalado para enfrentar o Sport, neste sábado, no Itaquerão. Segundo ele, o Corinthians precisa engatar uma sequência de vitórias no Campeonato Brasileiro para voltar ao G4 da tabela de classificação.